Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Domingues, Paula Fernanda Kreling [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/144465
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Resumo: |
O sistema imune tem diversas formas de defesa contra microrganismos patogênicos. As membranas da mucosa são uma fonte de peptídeos catiônicos antimicrobianos contra uma ampla variedade de bactérias, fungos e vírus encapsulados. O objetivo deste estudo foi avaliar a citotoxicidade e atividade antimicrobiana em condições planctônicas e de biofilme de fragmentos derivados de peptídeos catiônicos (PC): LL-37 (originário de hCAP-18), D6-17 e D1-23 (originários de ortólogo da β-defensina-3 humana) contra bactérias cariogênicas. Para análise citotóxica, duas linhagens de células epiteliais foram expostas a diluições seriadas de fragmentos de PC. Ensaios de MTT e coloração de DAPI foram realizados para avaliar o metabolismo e a morfologia celular, respectivamente. A concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bactericida mínima (CBM) foram determinadas para fragmentos de PC e controle (digluconato de clorexidina - CHX) contra Streptococcus mutans (Sm), S. mitis, S. oralis, S. salivarius, S. sanguinis, Lactobacillus acidophilus, L. casei, L. rhamnosus, L. brevis, L. fermentum e Actinomyces israelii. A concentração inibitória fracionada (FIC) foi obtida pelas combinações de fragmentos de CP para S. mutans. O ensaio de biofilme foi conduzido com CHX e o melhor fragmento de CP contra cepas de S. mutans. Microscopia confocal a laser foi realizada para avaliar a quantidade de células mortas em relação as células vivas e também a espessura do biofilme. Os resultados indicaram que D6-17 não afetou o metabolismo de nenhuma das linhagens celulares. D1-23, LL-37 e CHX não foram tóxicos para ambas as células utilizadas, quando de concentrações abaixo de 0,2, 0,02 e 0,01mM, respectivamente. Combinações dos PC não mostraram efeito sinérgico contra S. mutans. A coloração DAPI demonstrou fragmentação nucleica para LL-37 e CHX, e aspecto semelhante ao controle (meio de cultura) para D1-23 e D6-17. D1-23 apresentou a melhor atividade bactericida contra S. mutans, S. mitis e S. salivarius. LL-37 apresentou melhor efeito contra espécies de Lactobacillus e Actinomyces. D6-17 mostrou atividade bactericida apenas contra S. mutans, L. brevis e L. fermentum. Combinações de fragmentos de PC não mostraram efeito sinérgico contra S. mutans. D1-23 (10x CBM) apresentou atividade contra biofilme de S. mutans superior a CHX. A microscopia confocal mostrou alta taxa de células mortas em relação a células vivas para D1-23 e CHX quando comparado ao grupo controle (meio de cultura). D1-23 também diminuiu a espessura do biofilme em relação ao grupo controle. Conclui-se que D1-23 mostrou relevante atividade antimicrobiana/antibiofilme contra bactérias cariogênicas e baixa toxicidade em células epiteliais. |