Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Trevisan, Iara Buriola [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/191322
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Resumo: |
Estudos vem investigando a relação do nível da atividade física com a melhora da qualidade do sono de tabagistas, além da utilização do exercício físico para aumentar o sucesso da cessação do tabagismo. No entanto, faz-se necessário investigar a relação da qualidade do sono e sistema nervoso autônomo (SNA) de acordo com o nível de atividade física habitual de tabagistas, para promover a identificação de possíveis mecanismos responsáveis pelos distúrbios do sono desta população, além disso os efeitos do exercício físico no sucesso da cessação do tabagismo ainda é pouco compreendida indicando pequenas taxas de adesão e abstinência ao final do tratamento. Objetivos: Identificar a relação entre a qualidade do sono de tabagistas com o nível de atividade física habitual e modulação do SNA. Além disso, comparar dois tipos de exercícios associados à terapia cognitivo-comportamental (TCC) no sucesso da cessação do tabagismo. Métodos: Trata-se de dois estudos, sendo o primeiro transversal realizado com 42 tabagistas divididos em dois grupos de acordo com o percentil 50% do nível de atividade física de moderada à vigorosa (AFMV) avaliada por meio da acelerometria; onde a qualidade do sono foi avaliada por meio do questionário Mini-Sleep e a modulação do SNA por meio de índices da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Para as análises dos dados foi utilizado análise de covariância (ANCOVA) ajustado para idade, sexo, composição corporal, anosmaço, medicamentos beta-bloqueadores, ansiedade e depressão em log base 10, exceto para dados qualitativos como sexo e beta-bloqueadores. As correlações foram feitas utilizando o teste de Spearman. Já o segundo estudo trata-se de um ensaio clínico realizado com 41 tabagistas randomizados para os grupos: exercício aeróbio (EA: n=16), exercício resistido (ER: n=14) e TCC (n=11). Todos os grupos receberam uma intervenção de 15 semanas, sendo que os grupos EA e ER realizaram exercícios três vezes semanais com duração de 60 minutos a sessão. Além disso, todos os grupos receberam a TCC em grupo associado ao apoio medicamentoso, totalizando 13 sessões. Os acompanhamentos para avaliação da abstinência, sintomas de ansiedade e depressão e nível de atividade física foram realizados ao final do tratamento (3 meses pós-data da parada) e após 6 meses pós-data da parada. Para análise dos dados, foi utilizado o teste qui-quadrado para comparar as proporções do número de abstinentes entre os grupos. Resultados: No primeiro estudo os tabagistas menos ativos apresentaram pior qualidade do sono (p = 0,048) e insônia (p=0,045). Além disso, o grupo menos ativo apresentou diminuição da modulação parassimpática [HF(un; p=0,049); RMSSD (ms; p=0,047) e SD1 (ms; p=0,047)] e aumento de LF (un; p=0,033) e relação LF/HF (p=0,040). Houve correlação positiva entre a pontuação total do Mini-Sleep com o índice LF (un; r=0,317, p=0,041) e relação LF/HF (r=0,318, p=0,040), e correlação negativa com HF (un; r= -0,322, p=0,038). No segundo estudo observou-se que o grupo EA apresentou maior taxa de abstinentes comparado com os grupos ER e TCC (56,3%, 7,1% e 27,3%, respectivamente, p=0,015) em 6 meses pós-data da parada. Conclusões: Tabagistas com menor nível de atividade física habitual apresentaram pior qualidade do sono e alterações na modulação do sistema nervoso autônomo. E o exercício aeróbio supervisionado associado à TCC e terapia medicamentosa aumenta as taxas de abstinência até 6 meses pós-data da parada do cigarro. |