Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Machado, Daniel Leite [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/91525
|
Resumo: |
Edgar Allan Poe afirma a respeito de seu poema The raven, em seu ensaio The philosophy of composition, que “[...] nenhum ponto de sua composição se refere ao acaso, ou à intuição, que o trabalho caminhou, passo a passo, até completar-se, com a precisão e a sequência rígida de um problema matemático”, demonstrando, por isso, que ele entendia ser o processo criativo um ato puramente lógico, consciente e analítico. E, de fato, a análise de seus textos comprova a proposição citada. Além disso, o autor americano é considerado por grande parte da crítica literária como o mestre do horror, figurando alguns de seus textos no cânone das obras primas do fantástico, sendo quase que indispensável a presença de algum de seus contos em uma coletânea dessa categoria literária. Partindo-se, então, desses elementos foi possível levantar a hipótese de que, como a obra poeana está tão intimamente relacionada ao fantástico, a análise de seu racional e sistemático método composicional poderá conduzir à inclusão de novos elementos à estrutura já existente da literatura fantástica. Assim, a presente pesquisa procurou sistematizar o peculiar modus operandi de Poe através da análise de seus contos The black cat, The fall of the house of Usher, The oval portrait, The man of the crowd, William Wilson, Ligeia, e ensaios The philosophy of composition Philosophy of furniture e The poetic principle, para em seguida contrastar os resultados obtidos com as teorias do fantástico, em especial a de Todorov, permitindo estabelecer, dessa forma, pouco a pouco, outra leitura da literatura fantástica, sob a ótica da própria teoria pessoal de Edgar Allan Poe |