Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Lemos, Ana Paula Munarim Ruz |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/244074
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Resumo: |
O professor da infância tem um papel imprescindível no processo de humanização das crianças, principalmente na primeira infância (1 a 3 anos), momento no qual as bases de suas capacidades intelectuais e afetivas estão em pleno desenvolvimento. A escola da infância, por sua vez, torna-se um ambiente propício para ofertar a essas crianças uma humanização, constituída na vida e para a vida, estabelecendo assim, relações de aprendizado à luz de teoria e práticas que vão ao encontro de suas reais necessidades. Para isso, é preciso que o professor se posicione, exerça o seu ato ético, ato responsável em favor de uma educação humanizadora na escola da infância e, especialmente, para com as crianças, considerando-as como sujeitos ativos no processo de sua aprendizagem, mediante a apropriação da riqueza cultural da humanidade. A pesquisa materializada nesta Dissertação teve como sujeitos a professora e as crianças de sua turma, um maternal I, crianças entre 2 e 3 anos de uma sala de educação infantil de uma escola particular do município de Marília/SP e faz parte dos estudos alicerçados por meio de atividades desenvolvidas no Grupo de Pesquisa Processos de Leitura e Escrita: Apropriação e Objetivação (PROLEAO) e também no Centro de Estudos e Pesquisas em Leitura, Literatura e Infância (CEPLLI), ambos vinculados à linha de pesquisa Teoria e Práticas Pedagógicas do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Marília, SP. Assim, a pesquisa teve como objetivo compreender o papel do ato de viver ético do professor na escola da infância, focalizando as relações e nelas a palavra alteritária para o desenvolvimento humano em cada criança e para si mesma. Para atingir o objetivo proposto, foi utilizada uma abordagem metodológica pautada na heterociência advinda dos estudos da Filosofia da Linguagem como linha teórica - base do percurso de toda a pesquisa - tendo como instrumento interpretativo e narrativo as mini-histórias materializadas por meio de rapsódias escritas advindas do contexto de construção de dados da pesquisa. Este estudo ancorou-se em produções científicas de filósofos do início do século XX, mais precisamente na contribuição de Bakhtin e Volóchinov. As ações desenvolvidas para a efetividade dos estudos envolveram revisão de literatura e posterior cotejo de trabalhos acadêmicos reunidos e suas contribuições para a temática, assim como, também, acervo pessoal e dos grupos de pesquisa em relação à Filosofia da linguagem e da Teoria Histórico-Cultural. Tais ações perspectivaram ampliação da compreensão de aspectos do desenvolvimento infantil e do papel docente. Em acréscimo, foram eleitas produções textuais relativas à perspectiva malaguzziana de Reggio Emilia como suporte para o entendimento da escola da infância. De modo geral, os estudos indicaram a relevância do ato responsável e responsivo da professora como base primordial para fortalecer e impulsionar a humanização das crianças. As escolhas e os posicionamentos feitos por ela podem ou não transformar a escola da infância em um espaço desenvolvente, ativo e afetivo. Para isso é preciso que a professora se posicione, faça valer o seu ato de viver ético, a sua palavra e assim, transformar a educação; quando isso acontece, ela também transforma a si mesmo. |