Estratégias para prevenção de déficits cognitivos associados à deprivação maternal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Menezes, Jefferson Rosa de
Orientador(a): Carpes, Pâmela Billig Mello
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://dspace.unipampa.edu.br:8080/jspui/handle/riu/1554
Resumo: A deprivação maternal é um potente estressor na fase inicial da vida de mamíferos, ocasionando diversos déficits cognitivos que se mantêm na vida adulta. Dentre os mecanismos envolvidos nestes déficits estão o desiquilíbrio oxidativo e as alterações em determinadas proteínas, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (do inglês Brain-Derived Neurotrophic Factor, BDNF). Estes eventos podem ocorrer em diferentes regiões do no cérebro, entre elas o hipocampo, principal região responsável pela formação e consolidação das memórias. Esta dissertação investigou os efeitos de diferentes estratégias neuroprotetoras (exercício físico, suplementação com chá verde, e, enriquecimento ambiental) nos déficits de memória advindos da deprivação maternal. Para avaliar a função mnemônica, foi utilizado um modelo animal de DM (em ratos Wistar) e os testes de reconhecimento de objetos, esquiva inibitória e labirinto aquático de Morris. Para avaliar o balanço redox hipocampal quantificamos espécies reativas de oxigênio (EROs), espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), níveis de glutationa (GSH) e capacidade antioxidante total (FRAP), além disso, determinamos a atividade da enzima acetilcolinesterase e a quantificamos os níveis de BDNF. Nossos resultados demonstram que o exercício físico e o chá verde são estratégias antioxidantes eficazes de neuroproteção em um modelo de DM. Também demonstram que o enriquecimento ambiental é capaz de reverter os efeitos deletérios oriundos da DM por meio do incremento dos níveis de BDNF. Estes resultados revelam a possibilidade da utilização dessas intervenções como estratégia de neuroproteção.