Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Bustamante, Maria Teresa
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Orientador(a): |
Azêvedo, Ariston
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Positivo
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Administração
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Departamento: |
Pós-Graduação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2945
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Resumo: |
A dicotomia entre administração e política vem mostrando-se cada vez mais ilusória em virtude do reconhecimento tanto nos estudos acadêmicos como na demonstração diária nas organizações públicas ou privadas de que ambos são indissociáveis, pois dialogam, interagem e conduzem a tomar decisões relevantes e transcendentes para a sociedade. Soma-se a tal constatação, a necessidade de compreender não somente esta relação entre administração e política como e, principalmente, compreender o sujeito político moderno organizacional na sua dimensão humana. Para desenvolver esta análise, foi escolhido o pensamento político de Hannah Arendt, considerada uma das maiores pensadoras do século XX. A escolha da autora teve como propósito valer-se do potencial crítico de suas ideias na tentativa de compreender a realidade política da vida contemporânea e a política nas e das organizações econômicas. Tentou-se demonstrar que a contribuição do pensamento político de Arendt está alicerçada, fundamentalmente, no seu conceito de espaço público-privado-político e de ação, perpassando os conceitos de autoridade, poder, igualdade e discurso aproximando-se, desta forma, a configuração do espaço organizacional no qual se desenvolvem as relações sociais. Nesse espaço organizacional, o sujeito político poderá se revelar como um homem livre e consciente politicamente. Entretanto, é necessário ressaltar que para esse homem se revelar livre e consciente politicamente necessitará superar suas próprias contradições e inseguranças e, devido a isso, precisará investir na sua capacidade reflexiva e “pensar no que está fazendo” como ensina Arendt. Pelo conceito arendtiano de ação, o sujeito político organizacional revela-se, também, pela iniciativa ao começar algo novo (natalidade), pela aproximação com os outros (pluralidade) e por meio do discurso (o uso das palavras), mostrando sua identidade. Poderia se afirmar com base no pensamento político de Arendt de que a política na sua concepção mais humana é inerente ao homem, e seu exercício alimenta a mais humana de todas as sensações, o prazer de agir e de interagir com o outro, atividade humana intrínseca da realidade do espaço organizacional.Por fim, ao analisar o pensamento político de Hannah Arendt nos seus conceitos basilares, pode-se conformar a concepção de administração e política como dois pólos que interagem, corroborando a idéia de que ambas estão vinculadas e de que o papel do administrador é um papel político. Desse modo, determinadas teorias que tratam ambas de modo separado e ainda não reconhecem essa vertente política como característica própria do administrador, devem buscar um enfoque que considere a política como um ente pertencente à administração. |