Resíduos sólidos das unidades de saúde da família de São Sebastião do Paraíso (MG): subsídios para criação de ambientes saudáveis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Souza, Paulina de lattes
Orientador(a): Andrade, Mônica de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de Franca
Programa de Pós-Graduação: Programa de Mestrado em Promoção de Saúde
Departamento: Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/627
Resumo: O objetivo deste estudo foi caracterizar o gerenciamento de resíduos sólidos dos serviços de saúde (RSSS) de São Sebastião do Paraíso e estudar a percepção dos profissionais do Programa de Saúde da Família (PSF) sobre os riscos de acidentes de trabalho com estes resíduos. Foram elaborados roteiros de entrevistas semiestruturadas distintos, aplicados a três categorias de profissionais. Estes instrumentos permitiram realizar um levantamento relativo às etapas do gerenciamento dos RSSS e às condições de trabalho e de manuseio dos resíduos. Ao todo, foram entrevistados 71 profissionais, entre eles, o responsável pelo gerenciamento dos RSSS do município, 69 profissionais de saúde da USF que lidam com RSSS e um último responsável pelo serviço terceirizado de coleta e gerenciamento dos RSSS. De acordo com o responsável pelo gerenciamento no município, são produzidos 400 Kg de RSSS mensalmente. De acordo com o responsável pelo serviço de coleta terceirizado, estes resíduos são coletados em São Sebastião do Paraíso, levados para Poços de Caldas, onde são submetidos a tratamento em autoclave e em seguida transportados para Belo Horizonte, onde são incinerados. Com relação à percepção dos profissionais de saúde sobre riscos de acidentes de trabalho e manuseio, 85% afirmaram usar EPI’s adequadamente, 58% afirmaram não ter participado de treinamentos sobre RSSS após a contratação. Cerca de 94% referiram estar expostos à acidentes de trabalho, principalmente com perfurocortantes, com risco de infecção. Com relação ao destino dos RSSS, cerca de 85% dos profissionais demonstraram pouco ou nenhum conhecimento e/ou interesse com relação ao tratamento e disposição dos RSSS na etapa pós-coleta das unidades. Foi possível concluir que, embora mais de 50% dos profissionais que lidam com RSSS em São Sebastião do Paraíso tenham nível superior, poucos têm conhecimento sobre as etapas do gerenciamento dos RSSS gerados nas unidades onde trabalham e poucos têm interesse nas questões ambientais envolvidas na produção dos resíduos sólidos. Este estudo enfatiza a importância do estabelecimento de políticas públicas de criação e manutenção de ambientes saudáveis, que integrem as questões de preservação ambiental nas práticas de saúde pública.