Formação de profissionais da educação para resolução de conflitos em escolas públicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Bolzani, Berenice lattes
Orientador(a): Silva, Jorge Luiz da lattes
Banca de defesa: Brunherotti, Marisa Afonso de Andrade lattes, Aragão, Ailton de Souza lattes, Oliveira, Wanderlei Abadio de lattes, Beretta, Regina Célia de Souza lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade de Franca
Programa de Pós-Graduação: Programa de Doutorado em Promoção de Saúde
Departamento: Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/4124
Resumo: A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) cinco áreas prioritárias, dentre elas a Paz. Buscando ampliar esta discussão, o tema desta pesquisa é sobre a prevenção da violência, a partir das técnicas de mediação e da justiça restaurativa. Trata-se de uma pesquisa qualitativa interventiva com perspectiva longitudinal, cujo objetivo foi a formação dos profissionais da educação em técnicas e ferramentas básicas de mediação e de justiça restaurativa, para o tratamento dos conflitos no ambiente escolar. A pesquisa foi realizada com a equipe de orientadores educacionais da Secretaria de Educação de um município do interior paulista. Participaram 28 profissionais, de ambos os sexos com idade entre 34 e 74 anos. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário composto por 16 questões, sendo duas referentes à Técnica do Incidente Crítico, que foi aplicado antes e após a formação dos participantes. Os dados foram analisados segundo a Análise de Conteúdo. Foram formadas três categorias: 1. Percepções que emergem nas situações de conflito; 2. Fatores que influenciam a qualidade da convivência; 3. Estratégias utilizadas na resolução de conflitos. A Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici fundamentou a discussão desta pesquisa. A abordagem das representações sociais nos oferece recursos para compreender a realidade social, explicar as práticas cotidianas, com a possibilidade de promover mudança ao oferecer meios de intervenção. Na pré-intervenção foi percebido que os participantes utilizavam do conhecimento do senso comum nas situações conflituosas e, com isso, havia comprometimento na resolutividade. Assim, os conflitos se repetiam, também devido a empregarem estratégias individualizadas ou estritamente disciplinares, como a suspensão das aulas. A análise permitiu apontar a não-neutralidade das representações sociais e sua dimensão valorativa, uma vez que os orientadores tendiam a apontar fatores como a diversidade, dentre outros, em um aspecto representacional, como algo construtor de conflitos. Constatou-se, na pósintervenção, que as estratégias indicadas pelos profissionais traziam as técnicas e ferramentas apresentadas na formação. Foi possível verificar que a escuta ativa passou a fazer parte de seu vocabulário, além de outros recursos que, embora não nomeados, pôde-se identificar, como o rapport, reunião de informações, identificação de sentimentos e interesses, inversão de papéis, além da empatia, respeito às diferenças e busca por uma solução conjunta. Disso, infere-se que os objetivos propostos no estudo foram alcançados, levando-se em conta a mudança de paradigmas dos participantes, conforme os resultados indicados na análise dos incidentes críticos. Salienta-se ainda, a importância da continuidade de estudos no ambiente escolar, que envolvam possibilidades de intervenções voltadas para a redução e prevenção da violência, com vistas a se promover ambientes que proporcionem uma convivência mais harmoniosa e, consequentemente, favorável à promoção da saúde de toda comunidade escolar. Palavras-chave: Capacitação profissional. Representações sociais na escola. Resolução de conflitos. Práticas restaurativas nas escolas. Promoção da saúde no ambiente escolar.