Risco ambiental gerado pelo uso de antibióticos em unidade de saúde: estudo de caso da concentração ambiental prevista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Biselli, Patricia Eduarda lattes
Orientador(a): Vasconcelos, Eliane Carvalho de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Positivo
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental
Departamento: Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2397
Resumo: Contaminantes emergentes têm sido reconhecidos como poluentes de águas superficiais e de efluentes, principalmente os fármacos. Dentre estes, os antibióticos se destacam, tanto por ser amplamente utilizados na medicina humana e veterinária, quanto por possuírem características biológicas de persistência e bioacumulação que desencadeiam alterações no ciclo de vida aquática e do solo. Esta pesquisa foi realizada com o objetivo de contribuir para o reconhecimento e dimensionamento desse problema. Procedeu-se a uma análise do risco ambiental gerado por antibióticos prescritos e dispensados em uma Unidade de Saúde em Curitiba, Estado do Paraná, durante os anos de 2006 a 2010. Foi avaliado o perfil demográfico da população e das condições sanitárias básicas, foram levantadas as classes e quantidades de antibióticos prescritos, que subsidiaram a avaliação do volume excretado e o cálculo da Concentração Ambiental Prevista (CAP). Dados da Concentração Ambiental prevista onde Não se observam Efeitos (CAPNE) e de remoção em sistema de tratamento de esgoto por lodo ativado e processo de tratamento anaeróbico foram obtidos em literatura. O Quociente de Risco (QR) foi obtido pela razão CAP/CAPNE. Dos doze antibióticos identificados, quatro apresentaram exclusivamente alto risco (QR>1): amoxicilina, ampicilina, benzilpenicilina, eritromicina. Sulfametoxazol teve alto risco em apenas um ano e teve médio risco nos outros quatro anos. O metronidazol, trimetoprin e azitromicina apresentaram risco médio (0,1<QR≤1). As cefalosporinas, cefalexina, cefuroxima e ceftriaxona, mostraram baixo risco (0,01<QR≤0,1). Para a nitrofurantoina a CAP II variou de 0,0597 a 0,1247 µg/L. O QR remoção anaeróbia foi alto risco para amoxicilina, benzilpenicilina e eritromicina. Para as penicilinas (amoxicilina, ampicilina, benzilpenicilina, eritromicina), o sulfametoxazol, metronidazol, trimetoprin, azitromicina prescritos, encontrou-se médio e alto risco ambiental. Identificou-se que a formação do médico interfere no QR e demonstrou-se que o padrão de prescrição de antibióticos em US oferece risco ambiental. Estudos futuros quanto à prescrição, tecnologias de remoção em ETEs, estudos de CAPNEs locais, conscientização dos profissionais de saúde, bem como estabelecimento de políticas de regulação são recomendados.