Resíduos sólidos de navios: um modelo de gestão participativa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Narok, Luiz Carlos lattes
Orientador(a): Oliveira, Cíntia Mara Ribas lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Positivo
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental
Departamento: Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2447
Resumo: As indústrias de navegação e portuária possuem relevância na geração de impactos ambientais no ambiente marinho. Um dos aspectos ambientais significativos destas indústrias são os resíduos sólidos gerados em navios. O objetivo geral deste trabalho foi elaborar um modelo de gestão participativa de resíduos sólidos de navios. O ponto inicial foi diagnosticar as fases do processo - planejamento, recepção, transporte e disposição final, envolvendo os atores que interagem no tema. A pesquisa exploratória abrangeu dez portos brasileiros, representando 74% das atracações de navios, como também, dez Agências Marítimas atuantes nacionalmente, que prestam apoio aos navios enquanto atracados. Foram pesquisadas duas empresas que retiram resíduos em portos, bem como as duas Agências Reguladoras - a de Vigilância Sanitária e a de Transportes Aquaviários. Foram aplicados aos atores questionários e entrevistas estruturadas em seis quesitos: leis/normas, coleta seletiva, gestão de estoques, modelos de gestão, foco na melhoria contínua e acuracidade operacional/administrativa. Foi criado um método para obter o nível de maturidade dos atores na gestão de resíduos, estabelecendo-se níveis que partem da atuação “inexistente/inexpressiva” até o “foco na melhoria contínua”. Foi determinada uma nota para cada nível em função de um conjunto de atributos identificados a partir das percepções dos próprios atores do processo, análise cruzada das questões semelhantes entre os atores, e exemplos identificados na literatura pertinente. Foram identificadas, assim, as lacunas e oportunidades operacionais/administrativas nos portos brasileiros e elaborada uma proposta para uma gestão participativa de resíduos nos portos. O resultado evidencia um nível de engajamento inadequado entre os atores, que compromete os produtos esperados nas fases de planejamento, execução e controle de cada fase da gestão. Desconhecimento de leis; ausência de processos para treinamento, rastreabilidade de resíduos, reconhecimento de papéis; planejamento ineficiente, dificuldades em executar tarefas, precariedade em definir melhorias; são algumas das lacunas identificadas que determinaram o baixo nível de interação/participação na implementação de melhoria contínua na gestão e que mereceram atenção no modelo de gestão participativa elaborado. O diagnóstico do nível de maturidade e interação entre os atores permitiu estabelecer diretrizes para uma gestão participativa. As principais diretrizes que compõem o modelo de gestão participativa proposto são: i- reuniões de planejamento; ii- maior engajamento nas ações e decisões na gestão de resíduos; iii- reconhecimento dos papéis entre atores; iv- formação de um fórum, objetivando aproveitar o potencial dos atores e melhorar o diálogo; vCriação/padronização de procedimentos; vi- Ciclos de treinamento de capacitação e reciclagem; vii- incentivar o registro de não-conformidades; viii- conscientização sobre a corresponsabilidade ambiental; ix- análise crítica de processos; x- auditorias ambientais; xicriação de indicadores ambientais correlatos; xii- Campanhas de educação ambiental (Seletividade, estoques provisórios a bordo e em terra, impactos ambientais associados); xivcomunicação efetiva dos atores com o navio. As diretrizes sugeridas no modelo contribuirão na busca pela melhoria das questões regulatórias da temática. Estão organizadas suficientemente para serem entendidas, incorporadas e aplicadas pelos gestores ambientais em procedimentos específicos, incluindo futuras revisões regulatórias, melhorando assim, o desempenho ambiental da indústria e diminuindo o impacto marinho associado à atividade.