Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Gomes, Gilberto de Miranda Ribeiro e Buso |
Orientador(a): |
Bittar, Cleria Maria Lobo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade de Franca
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Mestrado em Promoção de Saúde
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Departamento: |
Pós-Graduação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/425
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Resumo: |
A violência escolar não é um fenômeno recente e abarca diferentes características dos sujeitos envolvidos nessa problemática, seja de forma direta ou indireta, causando prejuízos na família, nas relações sociais, na saúde física e psicológica e na escola. Há diferentes formas de ocorrência da violência escolar. A violência na escola, a violência direcionada à escola e a violência da escola (violência simbólica). O objetivo do estudo foi identificar a ocorrência da violência escolar em suas variadas formas e como a escola previne e combate essa demanda; conhecer a percepção de alunos e professores do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de uma escola da rede pública de ensino acerca do fenômeno da violência escolar; identificar quais alternativas e propostas esses atores sociais inseridos no espaço escolar, apontam para o enfrentamento da violência escolar. Trata-se de um estudo do tipo transversal, exploratório, de natureza qualitativa, com doze participantes (sete alunos e cinco professores), sobre a temática da violência escolar, articulandoa com o campo da promoção da saúde. Foram utilizados na pesquisa recursos como: grupo focal, roteiro semiestruturado de questões norteadoras com alunos e professores, dinâmica de grupo com alunos. Resultados: Houve semelhança nas respostas dos grupos de alunos e professores com base na análise de conteúdo das mensagens. Violência física e verbal foi a resposta mais encontrada em ambos os grupos, tanto entre alunos e entre professores, quanto de forma mesclada, no que tange a concepção e as formas identificadas de violência escolar. Fatores psicológicos, prejuízo nas relações familiares, fatores de ordem socioeconômica, demais problemas de ordem pessoal e educacional, dentre outros, foram apontados em ambos os grupos, como fatores predisponentes para a ocorrência das diversas formas da violência escolar. Os espaços das salas de aula e demais ambientes da escola como pátios, foram os espaços apontados pelas falas dos sujeitos da pesquisa como sendo os de maior ocorrência da violência escolar. Em ambos os grupos foram apontadas respostas de ações no enfrentamento e combate à violência escolar, como medidas de cunho educativo, ações do poder público de forma punitiva (polícia), profissionais de psicologia, psiquiatria e da assistência social como atores envolvidos no cuidado a essa demanda, os pais e a família com uma atuação mais forte na escola e de forma mais participativa na vida dos alunos. Conclusão: A violência escolar pode ser enfrentada e combatida à luz de ações da promoção da cultura de paz, da valorização dos direitos humanos e da ação conjunta da escola, família e comunidade, com o intuito de promover saúde nas relações e nos vínculos sociais para atingir níveis maiores de qualidade de vida. Os professores e a equipe pedagógica tem papel fundamental para a superação do fenômeno da violência escolar, bem como na capacitação a estes, de ações educativas e de promoção da saúde desses atores sociais. |