Associação entre qualidade de vida e polimorfismos no gene de transporte da serotonina (5HTT) em pacientes com deformidade dentofacial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Santos, Felipe Silvério dos lattes
Orientador(a): Scariot, Rafaela lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Positivo
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Odontologia Clínica
Departamento: Programa de Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2058
Resumo: Introdução: As deformidades dentofaciais são discrepâncias esqueléticas associadas à má oclusão que levam à resultados estéticos e funcionais desfavoráveis, bem como aspectos físicos, psicológicos e sociais alterados. O gene de transporte da serotonina (5HTT) está localizado no cromossomo 17 (q11.1-q12). Variações nos alelos desse gene são conhecidas por terem um impacto significativo sobre a probabilidade de desenvolvimento de alterações psicossomáticas como autismo, depressão e esquizofrenia além de interferir nos traços da personalidade relacionada à ansiedade. Objetivo: Investigar se a qualidade de vida de indivíduos com deformidade dentofacial está associada com o 5HTT. Materiais e métodos: A amostra deste estudo foi composta de 147 pacientes adultos, de ambos os sexos, com deformidade dentofacial, e que foram submetidos à cirurgia ortognática. Todos os pacientes foram avaliados uma semana antes de realizar a cirurgia ortognática, através da coleta de dados clínicos, aplicação do questionário OHIP-14 e coleta da saliva para extração do DNA. O gene de transporte da serotonina (5HTT) foi genotipado pelos dois marcadores rs3813034 e rs1042173, por meio da técnica de PCR em tempo real. Os dados foram submetidos à análise estatística com um nível de significância de 0,05. Resultados: As mulheres apresentam pior qualidade de vida quando comparada aos homens (p = 0,027). Pacientes jovens apresentam pior percepção da qualidade de vida quando comparado a pacientes com maiores faixas etárias (p = 0,001). Além disso, pacientes com limitação de abertura bucal também apresentam pior qualidade de vida (p = 0,001). Foi observado que o rs3813034, no modelo aditivo, esteve associado com o OHIP-14 (p = 0,05). Os pacientes heterozigotos (AC) apresentaram pior qualidade de vida quando comparado aos homozigotos, sendo que esses indivíduos apresentam um aumento de 5,26 unidades no OHIP-14 (p = 0,03), independente da abertura bucal e do gênero. Além disso, é possível inferir que a cada milímetro de diminuição da abertura bucal, há um aumento de 0,027 unidades de OHIP-14 (p = 0,02)