Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Zanlorense, Ivo Leandro
 |
Orientador(a): |
Reis Júnior, Dálcio Roberto dos
 |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
|
Programa de Pós-Graduação: |
PPG1
|
Departamento: |
Departamento 1
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/1912
|
Resumo: |
A reflexão sobre as exigências e desafios apresentados aos profissionais do segmento bancário no desenvolvimento de suas atividades originou o questionamento sobre como, diante de tamanha pressão, essas pessoas percebem sua qualidade de vida no trabalho (QVT). Buscou-se identificar a evolução da percepção dos colaboradores de uma empresa atuante no segmento bancário sobre QVT, comparando os resultados aos obtidos em pesquisas anteriores, realizadas por Macedo (1990) e Oliveira (2001), na mesma empresa. A revisão teórica abordou os temas mudança organizacional, evolução tecnológica, satisfação no trabalho, qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho, e os principais modelos de avaliação de QVT. Trata-se de um estudo de caso explicativo, com abordagem quantitativa, utilizando para pesquisa de campo o método de avaliação de QVT denominado QWLQ–78 – Quality of Working Life Questionnaire, desenvolvido por Reis Junior (2008). Participaram do estudo 5.984 colaboradores, sendo 2.624 mulheres (44,46%) e 3.278 homens (55,54%), 2.401 (40,68%) ocupando funções de nível gerencial e 3501 (59,32%) desempenhando outras funções. São 4.360 (73,87%) os respondentes que atuam em agências e 1.542 (26,13%) os que atuam em setores de apoio. Observando a escolaridade, 5.509 (93,34%) possuem formação em nível superior, enquanto 393 (6,66%) apresentam formação em até 2º grau. Para análise e tabulação dos dados e obtenção do índice de QVT foi utilizada sintaxe exclusiva do questionário, que disponibiliza dados estatísticos como índice médio, desvio padrão, coeficiente de variação, valor mínimo, valor máximo e amplitude. A empresa pesquisada passou por mudanças organizacionais ao longo dos 30 anos pesquisados, envolvendo principalmente a redução do quadro de colaboradores, a automatização e informatização de processos, a ampliação do uso dos caixas eletrônicos e do atendimento digital, via internet e mobile banking. As necessidades do trabalho bancário mudaram ao passar dos anos, e conforme Soares (2012), esta atividade é hoje muito mais pesada psicologicamente do que no passado, considerando que as metas e a pressão por resultados são cada vez maiores, enquanto o quadro de colaboradores está cada vez mais enxuto, existindo ainda a questão da absorção de atividades até então realizadas por pessoas pelos computadores, e a necessidade de qualificação e aperfeiçoamento contínuos, proporcionando condições para a ampliação do nível de stress dos colaboradores. Considerando a percepção dos colaboradores, pode-se afirmar que a QVT é satisfatória. Dentre os quatro domínios propostos por Reis Junior (2008) no QWLQ78, observou-se que o psicológico é o que apresenta maior destaque e impacto positivo na percepção sobre a QVT, seguido pelo domínio pessoal, do domínio físico/saúde, e por fim, o domínio profissional. Ao avaliar os indicadores deste domínio, observou-se que não há variações significativas na percepção dos colaboradores, independente do perfil do respondente, do seu tempo de empresa ou de atuação no local atual, ou ainda, se exerce ou não função de supervisão/gerência. Comparando dados atuais com as pesquisas realizadas por Macedo (1990) e Oliveira (2001), identificou-se melhoria na avaliação da QVT ao longo das últimas três décadas, atingindo o nível satisfatório nesta pesquisa. |