Avaliação do extrato aquoso da casca de Picramnia excelsa (PICRAMNIACEAE) como hipoglicemiante e no tratamento da obesidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Nascimento, Eunildo Macedo do lattes
Orientador(a): Vasconcelos, Eliane Carvalho lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Positivo
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Industrial
Departamento: Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2287
Resumo: Sendo reconhecida como uma doença pela Organização Mundial da Saúde, a obesidade é considerada como um problema de saúde que afeta todos os grupos etários. O consumo excessivo de gordura e glicose pode levar a obesidade, que por sua vez pode acarretar em diversas doenças crônicas, como a diabetes Mellitus, um distúrbio no metabolismo que tem como característica a hiperglicemia. Apesar de existirem medicamentos para o tratamento da obesidade, a maioria deles causa muitos efeitos colaterais. Neste contexto, a fitoterapia vem sendo objeto de interesse de pesquisadores, pois tem um grande potencial como alternativa ao tratamento da obesidade. Picramnia excelsa tem indicação popular para o tratamento da obesidade e diabetes, entretanto, não há estudos na literatura que comprovem sua eficácia. Diante do exposto, este trabalho teve como objetivos: fazer um levantamento da fitoterapia no tratamento da obesidade quanto a sua eficácia, ação e segurança; e avaliar se Picramnia excelsa favorece a redução de peso e da glicemia em ratos Wistar machos. Os ratos machos Wistar albinos não obesos foram alimentados com alimento hipercalórico durante 24 semanas para indução a obesidade e diabetes Mellitus, sendo pesados a cada 7 dias. Após o período final de indução à obesidade e diabetes, os animais foram divididos em três grupos, CN (controle negativo que não recebeu água), grupo 10% (grupo que recebeu extrato aquoso a 10% na dose de 21 mg/Kg) e grupo 20% (grupo que recebeu extrato aquoso a 10% na dose de 29 mg/Kg). Cada grupo foi composto por 12 animais e receberam o extrato via gavagem oroesofágica durante 30 dias. Os animais foram pesados a cada 3 dias durante o tratamento. Também, foram submetidos ao teste de tolerância à glicose oral (TTGo) antes do início da indução de obesidade, antes do início do tratamento e após 30 dias de tratamento com o extrato aquoso. Os dados obtidos foram analisados pelos testes estatísticos ANOVA seguido pelo pós-teste LSD de Fisher, ou Kruskal-Wallis seguido pelo teste Wilcoxon Matches Pairs. O processo de indução a obesidade e diabetes ocorreu dentro do esperado, sendo que após as 24 semanas de indução, os animais se apresentaram obesos e resistentes a insulina. Os ratos do grupo CN tiveram um aumento médio de 44,53 % em relação ao peso inicial durante o período de indução da obesidade. Após o início do tratamento, o grupo 10% teve um ganho de 1,45% seguido pelo 20% com 2,44% e CN com 4,05% de ganho de peso. O ganho de peso do grupo 10% não apresentou diferença significativa durante o tratamento. Corroborando com a diminuição no ritmo de engorda, o grupo 10% apresentou um nível de triglicerídeo significativamente menor que os grupos CN e 20%. Apesar de todos os grupos terem apresentado intolerância à glicose ao fim do experimento (165,37 mg/dL, 164 mg/dL e 144,62 mg/dL para grupos controle, 10% e 20%, respectivamente), o grupo 20% apresentou a maior redução do nível de glicose após 120 min, p<0,10. Considerando que esse estudo foi um teste preliminar para avaliar o potencial de P. excelsa, os resultados obtidos são promissores no controle da obesidade. Entretanto, pesquisas devem ser desenvolvidas utilizando um tempo maior de tratamento para se determinar a melhor concentração do extrato aquoso para o tratamento.