Inovação aberta no setor de serviços: uma análise dos serviços tecnológicos intensivos em conhecimento (T-KIBS)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Vincenzi, Ticiana Braga de lattes
Orientador(a): Cunha, João Carlos da lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Positivo
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Administração
Departamento: Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/1988
Resumo: As organizações que decidem investir em inovação devem definir de que maneira isso será feito: internamente, externamente, ou de forma híbrida, desenvolvendo pesquisas e, em paralelo, interagindo com o mercado e estabelecendo parcerias com outros agentes do sistema de inovação. A pesquisa teve como objetivo analisar se a intensidade de abertura, interação e cooperação das atividades inovativas das empresas de serviços está relacionada com o desempenho inovador e empresarial dessas companhias. A inovação aberta é um paradigma que pressupõe que as organizações devem usar recursos externos e internos à medida que desenvolvem novas tecnologias. Considerando a economia baseada no conhecimento, algumas empresas no setor de serviços, mais do que outras, revelam níveis mais elevados de relacionamento entre fornecedor e usuário. Dentro do setor de serviços, esta pesquisa buscou analisar em especial os Technology-based knowledge-intensive business services - T-KIBS, ou serviços tecnológicos intensivos em conhecimento, que constituem empresas que criam, acumulam e disseminam conhecimentos tecnológicos por toda a economia, e realizam um serviço fortemente interativo com seus clientes. Em primeiro lugar, foi realizado um levantamento qualitativo com uma empresa T-KIBS para esclarecer a dinâmica dessas atividades, compreender a gestão de seus processos de inovação e complementar as relações visando à próxima etapa da pesquisa. A fase quantitativa utilizou os dados da Pesquisa de Inovação Tecnológica - Pintec, realizada pelo IBGE, com 1.277 empresas brasileiras de serviços. Foram analisados tanto o desempenho da inovação quanto o corporativo. No que se refere às inovações, foram considerados os desempenhos de inovação comercial e operacional, bem como o grau de novidade da inovação. No que se refere ao desempenho das empresas, foram considerados os resultados das vendas líquidas totais por empregado. A intensidade da inovação aberta foi mensurada pela combinação de dois indicadores: amplitude, que é a diversidade de interfaces com o ambiente externo, e profundidade, que é a intensidade e importância das diversas interfaces. Por meio do emprego de regressões e outras técnicas estatísticas, um conjunto de hipóteses foram avaliadas. Os resultados indicam que a intensidade de inovação aberta relaciona-se positivamente com o desempenho inovador das organizações, uma vez que as companhias com maior orientação para inovação aberta apresentam os melhores resultados nas três dimensões de desempenho da inovação: operacional, comercial e novidade da inovação. Enquanto a amplitude da inovação aberta impulsionou o impacto positivo em todos os indicadores de desempenho da inovação, a profundidade teve efeito insignificante. Os T-KIBS registraram desempenhos operacionais mais baixos e desempenhos comerciais e de novidade da inovação sem diferenças significativas em relação às empresas não T-KIBS. Os resultados conduzem à conclusão de que as inovações organizacionais e de marketing são os fatores que mais se destacam em relação ao desempenho das inovações nas empresas de serviços dos segmentos selecionados na Pintec.