Avaliação da percepção nociceptiva em indivíduos com síndrome de Moebius

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Accurso, Selma Redis lattes
Orientador(a): Ortega, Adriana de Oliveira Lira lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Cruzeiro do Sul
Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Odontologia
Departamento: Campus Liberdade
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Dor
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/339
Resumo: Os indivíduos com a síndrome de Moebius (SM) tem alterações sensitivas pelo envolvimento do sétimo nervo craniano nesta desordem neurológica. Tal comprometimento pode causar dificuldades de fala, de alimentação, fraqueza facial, entre outras. A inervação comprometida pela SM também pode incluir outros nervos mistos (motores e sensitivos) da região orofacial, e não foi encontrada pesquisa que tenha investigado a percepção de dor em indivíduos com SM em músculos externos da mastigação. Objetivo: Assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar o limiar de dor orofacial em músculos da mastigação bem como a frequência de sinais e sintomas de DTM em indivíduos com SM e compará-los com indivíduos normorreativos. Materiais e métodos: Para tal, foram avaliados 40 participantes, divididos em 2 grupos. O grupo 1(GE), com 20 sujeitos com SM e o grupo 2 (GC), com 20 sujeitos normorreativos. Foi feita avaliação do limiar de dor com o uso de algômetro de pressão e avaliação de sinais e sintomas de DTM, segundo critérios do Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD) e com a utilização da escala visual analógica. Resultados: O limiar de dor nos músculos temporais, direito e esquerdo foi maior no GE, em comparação com GC (p<0,05). A taxa de pressão média aplicada foi menor no GE, em comparação com o GC (p>0,05) e o tempo de exame foi maior para o grupo de estudo, tanto para o músculo temporal quanto para o músculo masseter (p<0,05). Os limiares de dor nos 2 grupos de músculos foi semelhante tanto do lado direito, quanto do lado esquerdo nos pacientes com SM. Nenhum dos achados foi suficiente para fazer um diagnóstico positivo de DTM nem no GE quanto no GC. Em relação aos sinais e sintomas de DTM, o GE apresentou maior frequência de som articular (p=0,017) e limitação da abertura bucal (p <0,001). Na investigação da frequência de hábitos parafuncionais, o GC apresentou maior índice (p=0,022). Conclusão: Os indivíduos com SM tem menor percepção nociceptiva nos músculos temporal e masseter e aumento de sinais e sintomas de DTM quando comparado com normorreativos.