Indução artificial de lactação em bovinos: seguridade alimentar e sustentabilidade na cadeia produtiva do leite
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE CESUMAR
Brasil Tecnologias Limpas Sustentabilidade Ambiental (Mestrado) UNICESUMAR |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://rdu.unicesumar.edu.br/handle/123456789/8941 |
Resumo: | A lactação fisiológica só se efetiva quando há gestação. Na ocorrência de falhas reprodutivas não ocorrerá a subsequente produção de leite. Em se tratando de animais de alta produção, isso gera declínio na produção de leite, aumenta o intervalo entre partos e o descarte precoce de animais. Como alternativa, existem os protocolos de indução de lactação artificial compostos por combinações hormonais, simulando os períodos finais da gestação. Embora estes protocolos possam favorecer economicamente a cadeia produtiva leiteira, existem pontos a serem investigados relacionados a sustentabilidade e a segurança alimentar. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo investigar os resíduos hormonais exógenos em leite de vacas submetidas ao protocolo de lactação induzida e realizar uma análise exploratória dos metabólitos comparandoos com o leite de lactação fisiológica. O estudo exploratório ocorreu na fazenda do Centro Universitário de Maringá/UNICESUMAR, utilizou um total de 4 vacas, sendo 2 submetidas ao protocolo hormonal e 2 com lactação fisiológica. O protocolo aplicado foi composto pelos hormônios: bST (500mg) a cada 7 dias, BE (30ml) por 8 dias e (20ml) por mais 6 dias, P4 (2ml) por 8 dias, DEX (40ml) nos 3 dias que antecedem a ordenha e Cloprostenol (2ml) no dia anterior ao início da adaptação na ordenha. As amostras foram coletadas nos dias 0 (início da ordenha), 1, 7, 10 e 24. Foram coletadas amostras de leite de lactação fisiológica, de lactação induzida e do tanque de resfriamento. As amostras passaram por um processo de extração e foram analisadas por UHPLC-MS/MS para detecção hormonal e metaolômica. Não foram detectados resíduos de P4 em nenhuma das amostras analisadas. O BE foi detectado apenas no leite induzido no D0. Já o DEX foi detectado em todos os dias de coleta nas amostras de leite induzido e do tanque de resfriamento. A metabolômica identificou 39 metabólitos nas amostras dos 3 grupos, sendo que 21 não estavam presentes no leite controle. O leite produzido por lactação induzida possui a presença de vários metabólitos distintos do leite fisiológico. A detecção hormonal e/ou a identificação de metabólitos associados devem ser levados em conta para aplicação em novos estudos, pois as alterações fisiológicas/patológicas são importantes informações para tomadas de decisões quanto ao período de carência, a segurança do bem-estar do animal, para a qualidade e segurança do leite, bem como para a sustentabilidade da cadeia produtiva do leite. |