Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Ribeiro, Josiane da Cruz Lima |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/351
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Resumo: |
O presente relatório final de pesquisa explicita os movimentos e experimentos da intervenção que teve como temática o uso do celular por docentes e discentes no Colégio Estadual João Queiroz – Tapiramutá/Ba. Como ideia primeira, objetivamos analisar de que forma o uso do celular na escola ressignifica as identidades dos docentes e discentes e implica inovações no ensino e na aprendizagem. Partimos da problemática que gira em torno da proibição do uso da tecnologia móvel, em especial os celulares/smartphones neste espaço escolar e vemos relevância em abordar o uso do celular enquanto tecnologia móvel, pois o mesmo tem sido um item necessário à sociedade do consumo, que reflete a identidade dos seus usuários e adentra as salas de aulas apensos aos corpos dos discentes. Os docentes veem-se despreparados para lidar com essas demandas que emergem da era digital, necessitando refletir e agir na/sobre sua prática para atender aos anseios dos nativos digitais e da contemporaneidade. Como aporte teórico, dialogamos com Lemos, Lévy, Santaella, Castells, para tratar da emergência da tecnologia móvel nos diferentes espaços, com Bauman, Hall, Haraway, para tratar de identidade móvel e ciborgue e Palfrey e Gasser, Veen e Vrakking, Masseto, Saccol e Barbosa, para tratarmos de nativos digitais, da escola na era digital, mediação pedagógica, e aprendizagem móvel e ubíqua, Kensky e Imbernón para refletirmos sobre temporalidades docentes e formação permanente, entre outros autores. Empreendemos uma pesquisa qualitativa e adotamos com método predominante pesquisa-ação, para tanto utilizamos questionários para uma caracterização primeira dos usos que os docentes e discentes faziam do celular no espaço escolar, realizamos grupo focal e observação participante. A partir dos achados obtidos por meio dos questionários, observamos que o celular possui diversas representações e usos entre docentes e discentes que ora convergem, ora divergem ou ainda se sobrepõem. Assim, consideramos as especificidades do contexto escolar e elaboramos conjuntamente com os colaboradores da pesquisa um plano de intervenção que contemplou atividades como: assembleia de classe, tertúlia pedagógica dialógica, fóruns de discussão no Facebook e oficinas formativas. Os resultados obtidos com a experiência, que teve como base uma relação dialógica, reflexiva e participativa possibilitou aos docentes a reflexão e ação sobre/na sua prática pedagógica, a (re)construção de conhecimentos e habilidades e o reconhecimento do celular como ferramenta de ensino e aprendizagem que culminaram na elaboração do Guia de Boas Práticas Uso do Celular na Escola. |