Caracterização clínica, epidemiológica e do perfil metabolômico da coinfecção SARS-CoV-2/DENV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Schulte, Heidi Luise
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51716
Resumo: A pandemia de COVID-19 exacerbou os desafios de saúde pública nas regiões endêmicas de dengue, como o Distrito Federal, incluindo os casos de coinfecção por SARS-CoV-2 e DENV. No Capítulo I desta tese, foram descritos 13 casos de coinfecção SARS-CoV-2/DENV, diagnosticados entre abril e setembro de 2020 no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Informações foram coletadas a partir de prontuários médicos hospitalares sobre os achados clínicos e laboratoriais mais relevantes, o processo diagnóstico, intervenções terapêuticas, bem como os desfechos e acompanhamento dos pacientes. Estes dados evidenciaram a dificuldade em distinguir entre as duas infecções, que compartilham sintomas e características laboratoriais comuns, atrasando o diagnóstico de coinfecção SARS-CoV-2/DENV e comprometendo o manejo clínico. A melhora clínica foi verificada em todos os pacientes em até 21 dias, não indicando piora do desfecho clínico em razão da coinfecção. No Capítulo II, a metabolômica não direcionada foi aplicada para identificar as diferenças metabólicas entre pacientes com dengue, coinfecção SARS-CoV-2/DENV, e COVID-19 (grave e não grave). Análises por PCA e PLS-DA mostraram uma separação clara entre os grupos, sugerindo alterações metabólicas distintas, com destaque para 31 metabólitos putativos incluindo aminoácidos, ácidos biliares e lipídios, como PA 40:3 e LPC 0:0/16:0, glicerofosfolipídios envolvidos na resposta inflamatória. Os pacientes coinfectados apresentaram um perfil metabólico mais semelhante ao de pacientes com dengue e COVID-19 não grave, sugerindo que a coinfecção não exacerba a resposta inflamatória ou agrava os desfechos clínicos. Até onde vai o nosso conhecimento, este é o primeiro estudo experimental de coinfecção SARS-CoV-2/DENV. O Capítulo III reuniu artigos desenvolvidos durante o doutorado, abordando diversos aspectos da COVID-19 no Distrito Federal, no contexto da parceria entre o HUB e o Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da UnB. Os estudos investigaram mediadores inflamatórios, perfil de coagulação, saúde mental de profissionais de saúde e coinfecções, como COVID19/hanseníase. Este trabalho contribuiu para ampliar o conhecimento sobre essas doenças e coinfecções, incluindo a compreensão das alterações metabólicas na coinfecção SARS-CoV2/DENV em comparação com infecções isoladas.