Determinantes históricos do mercado cafeeiro para a formação institucional brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos Neto, Alberto Abadia dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51918
Resumo: A tese deste trabalho reside na escolha de dar luz a estudiosos latino-americanos, principalmente os brasileiros, que se dedicaram a analisar e apresentar ensaios teóricos que contribuem para interpretar os modelos, características e padrões das decisões institucionais do Brasil. Com base nisso, e a partir de uma pesquisa sistematizada, qualitativa e de abordagem histórico-institucional, foi possível evidenciar a importância do estudo da trajetória histórica de formação das instituições de nações fora dos centros de poder econômico. Países subdesenvolvidos contam com suas próprias referências, imposições e escolhas. Isso merece ser devidamente interpretado e analisado. No caso do Brasil, o seu processo de formação está intimamente ligado à trajetória de países ibéricos (especialmente Portugal), com base na exploração de recursos: terra e trabalho. Sendo assim, o objetivo da tese foi o de compreender como a história política e econômica, em torno do mercado do café, até a primeira metade do século XX, contribuiu para a formação do padrão institucional brasileiro. O grão de café produzido com vistas à exportação foi um produto considerado símbolo de um dos ciclos econômicos mais importantes do país. Os resultados da pesquisa apontaram para a importância dos estudos sobre o estruturalismo latino-americano associado à uma matriz teórica que discute sobre as variedades de capitalismo (VoC). Sendo assim, diante das influências de um capitalismo e institucionalismo de origem ibérica, o Brasil desenvolveu um padrão institucional baseado no estamento burocrático, com padrão econômico de mercado delineado pelo mercado cafeeiro, mercado este que se tornou altamente dependente das agroexportações. Além disso, o Estado-Inovador passou a ser o espaço de decisões políticas e sociais para manter esse padrão, que também sofre influências do paternalismo estrutural, formalizado em normas, leis e crenças mobilizadas pelo fundamentalismo religioso. Todo esse contexto possibilitou compreender que as escolhas das instituições nacionais, ao longo da história,foram determinantes para reforçar e manter um padrão institucional que ajuda a manter uma variedade de capitalismo do tipo ibérico no Brasil até a atualidade.