A folha que vejo, a paisagem que enxergo : da percepção ao conhecimento botânico por meio de uma abordagem investigativa no Ensino Médio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Tavares, Cristina Torres
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51528
Resumo: Diante de tantos desafios enfrentados no ensino de Botânica, essa pesquisa se concentrou em responder à seguinte pergunta: Como as atividades investigativas contribuem para a construção do conhecimento e da compreensão dos conteúdos botânicos, por parte dos estudantes do Ensino Médio? Ao adotar um ensino investigativo, o estudo propôs atividades que estimularam o interesse e a percepção botânica, resultando em uma aprendizagem significativa e na construção do conhecimento entre os estudantes. Destacou-se a importância de valorizar os conhecimentos prévios como elementos impulsionadores de uma aprendizagem significativa, bem como trabalhar a sensibilização para aproximar os estudantes da diversidade botânica. Ações práticas e experimentais foram decisivas para manter a motivação, o incentivo à autonomia, o engajamento e o trabalho colaborativo entre os discentes. A sequência didática foi conduzida em diferentes ambientes, como a sala de aula, a área verde da escola e o laboratório, utilizando o método Inquiry Based Science Education (IBSE) e compreendeu três etapas distintas. A primeira consistiu na identificação dos conhecimentos prévios, revelando uma compreensão satisfatória dos conceitos botânicos básicos, marcando a presença dos subsunçores. Na segunda etapa, o foco foi a sensibilização para a observação e compreensão das plantas, a fim de romper com a impercepção botânica. A introdução de samambaias na sala de aula e as atividades sensoriais na área verde da escola ativaram os sentidos, despertaram a curiosidade e a percepção dos alunos em relação às plantas. A terceira fase, por sua vez, envolveu a exploração e caracterização da morfologia das angiospermas, com ênfase no estudo das folhas. Essa etapa incluiu tanto conteúdo teórico quanto práticas de campo e experimento no laboratório com o tema diafanização foliar, envolvendo os alunos ativamente na prática e na aplicação dos conceitos aprendidos. Os resultados evidenciaram que a identificação dos subsunçores nos conhecimentos prévios dos alunos, ao longo das etapas da sequência didática, foi a base para a construção de conceitos botânicos, resultando na aprendizagem significativa. Assim, as atividades que envolveram a dimensão sensorial contribuíram significativamente para desmitificar os conteúdos botânicos e atribuir significado ao conhecimento dos estudantes, aproximando-os das plantas e promovendo uma percepção botânica na maioria deles. A atividade de experimentação se mostrou fundamental para manter os estudantes motivados e engajados, ao longo do processo de aprendizagem, destacando a importância das atividades práticas investigativas na construção ativa do conhecimento. Esses resultados corroboram com a eficácia de abordagens centradas na investigação para a compreensão mais significativa dos conteúdos botânicos, promovendo reflexões, como o reconhecimento das plantas enquanto seres vivos e a necessidade de reconexão com a natureza para a formação de cidadãos mais responsáveis, capazes de contribuir com ações para o bem da sociedade.