Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Marques, Henrique Rodrigues |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51875
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Resumo: |
A restauração ecológica em larga escala é um imperativo global, especialmente no contexto das metas de recuperação da vegetação nativa no Brasil e no mundo, que visam mitigar os impactos das mudanças climáticas. Os sistemas agroflorestais (SAFs) emergem como uma estratégia promissora para a Amazônia, combinando a produção agrícola com a recuperação de ecossistemas florestais e envolvendo ativamente os agricultores nesse processo. Contudo, é essencial avaliar o desempenho dos SAFs na promoção e manutenção da integridade ecológica (IE) de florestas secundárias, considerando aspectos como composição, estrutura e função em comparação com florestas secundárias de idades equivalentes. Este estudo analisou dois tipos de SAFs: os sistemas agroflorestais de Tomé-Açu (SAFTA), com uma abordagem mais tradicional, e os Sistemas Agroflorestais de São Félix do Xingu (SAFSFX), que tendem a ser mais simplificados. Foram coletados dados de 22 SAFs, com idades variando entre 4 e 35 anos, e os indicadores avaliados incluíram diversidade de espécies arbóreas, heterogeneidade estrutural (índice de Gini), área basal e biomassa aérea. Os resultados indicaram que os SAFTA apresentam melhor desempenho em termos de composição de espécies em comparação aos SAFSFX, com ambos os sistemas demonstrando valores de IE similares aos de florestas secundárias íntegras. SAFs com idade ≥20 anos apresentam área basal média de 20,3 m².ha⁻¹ e biomassa aérea de 116,3 ton.ha⁻¹, porém baixa riqueza de espécies (2 a 7 por 100 ind.) e a predominância de espécies comerciais como Theobroma cacao e Euterpe oleracea evidenciam a necessidade de diversificação. Assim, projetos de restauração em larga escala devem integrar práticas que favoreçam a biodiversidade, promovendo uma agricultura regenerativa que beneficie tanto a diversidade ecológica quanto os modos de vida dos agricultores familiares. |