Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Santos, Paula Maria Araújo dos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51975
|
Resumo: |
Esta pesquisa aborda a condição de vida das crianças, filhas e filhos de mães solo em situação de rua, tendo em vista os grandes desafios enfrentados por elas e eles, perpassando a ausência dos seus pais (genitores), suas mães nessa situação, bem como as vulnerabilidades econômicas e sociais de suas famílias. Diante da falta de assistência do Estado, muitas mães solo foram pressionadas a deixarem seus filhos, ou tiveram de levar consigo para viverem nas ruas, configurando um Estado violador de direitos. Desse modo, percorremos o paradeiro dessas crianças, meninos e meninas, e verificamos o porquê de eles estarem nas condições em que se encontram, assim como onde e como estão. Utilizamos a metodologia Ação-Reflexão-Ação (ARA) com Encontros e Conversas Dialogadas com um grupo de mães solo em situação de rua, assistidas pelos trabalhos sociais voluntários e acompanhadas pelo CREAS de Taguatinga, bem como, dois meninos, filhos de uma mãe solo. Com a metodologia ARA, visamos compreender como acontecem os atendimentos para as mães e seus filhos e filhas nos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro POP) e os Centros de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS). Nessa perspectiva, analisamos como as políticas públicas, sobretudo da assistência social, podem contribuir (ou não) para o fortalecimento dos vínculos entre as crianças e suas mães. Ainda, ampliou a discussão sobre essa infância ignorada pelo Estado, visando contribuir com políticas públicas que assegurem os direitos desse grupo social excluído, visto que, com as mães em situação de rua, pais ausentes, e o descaso do poder público, muitas crianças e adolescentes são considerados órfãos de pais vivos. Sob esse prisma, encontramos, entre outros achados, famílias de mães solo, que sem trabalho/renda e moradia, foram para as ruas. Desse modo, elaboramos “Diretrizes de Proteção e Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, Filhos de Mães-Solo e Pais-Solo em Situação de Rua”, com vistas a assegurar os direitos das diferentes infâncias da rua, entes invisíveis para a sociedade e ignoradas pelo Estado. |