Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Rocha, Thiago Neves |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51937
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Resumo: |
Estima-se que o Transtorno Depressivo Maior (TDM) afete mais de 300 milhões de pessoas no mundo, com prevalência global de cerca de 6%. Esse transtorno é caracterizado pela presença de humor deprimido ou perda do interesse ou prazer, e pode envolver alterações cognitivas, comportamentais ou neurovegetativas que afetam significativamente a capacidade funcional dos indivíduos. Esses sintomas, geralmente, são indicados pelo relato do indivíduo que atribui qualidades negativas a si próprio. O paradigma da equivalência de estímulos e a Teoria das Molduras Relacionais (do inglês, Relational Frame Theory - RFT) permitiram avanços no estudo de comportamentos simbólicos, na análise de relações verbais e de como estas influenciam as emoções humanas. O presente estudo teve como objetivo geral analisar diferenças entre relações verbais envolvidas no autoconceito de indivíduos com e sem depressão utilizando a moldura de Similar e Oposto. Foi utilizado um delineamento de grupo controlado e análise de sujeito único. Participaram do estudo 31 pessoas, divididas em três grupos: Grupo com Depressão Sintomático (GDS; N = 11), Grupo com Depressão Assintomático (GDA; N = 10) e Grupo Controle (GC; N = 10), composto por estudantes de graduação. Os sintomas de depressão foram avaliados pela Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (do inglês, Depression Anxiety Stress Scale - DASS-21). O procedimento foi composto por uma fase de avaliação da valência de palavras, as quais foram utilizadas como estímulos nas fases de treino e teste do Procedimento Relacional de Completar (do inglês, Relational Completion Procedure - RCP). Na primeira sequência de treino e teste (Fases 2 e 3) foi estabelecida uma rede relacional de similaridade entre sentenças de autorreferência afirmativas e palavras com valência mais positiva, e de oposição às de valência mais negativa; e de similaridade entre sentenças de autorreferência negativas e palavras com valência mais negativa, e de oposição às de valência mais positiva. Por fim, por meio de um segundo treino e teste relacional de Similar e Oposto, com palavras não apresentadas previamente, foi ampliada a rede relacional do primeiro treino e testada a derivação para novas palavras (Fases 4 e 5). Os resultados demonstraram que o Grupo GDS precisou de mais blocos para atingir o critério (90% de acerto) nos treinos e as porcentagens de acerto foram mais baixas nos testes, em comparação com o Grupo GDA e com o Grupo GC. Nenhum participante dos grupos com diagnóstico de depressão atingiu 100% de acerto na Fase 3 (Teste 1), enquanto três participantes do Grupo GC atingiram esse escore. Dois participantes do Grupo GDS, cinco do Grupo GDA e oito do Grupo GC atingiram 100% de acerto na Fase 5 (Teste 2). Foram encontradas correlações negativas significativas entre as médias da valência de cada palavra e da latência (intervalo de tempo entre a apresentação da palavra e sua correspondente avaliação), e entre o índice de depressão da DASS-21 e a média das valências das palavras para cada participante. Os resultados foram comparados com achados semelhantes na literatura, fortalecendo o uso do RCP como um procedimento alternativo para o estabelecimento de relações derivadas de Similar e Oposto, e para avaliar diferenças no desempenho de pessoas com e sem depressão. Os achados foram discutidos de acordo com as modernas teorias de atualização da RFT. Este trabalho contribui para o desenvolvimento de ferramentas de análise do responder relacional derivado e investigações sobre a influência das emoções em tais comportamentos. Estudos futuros poderiam utilizar o procedimento desenvolvido com outras molduras relacionais e participantes com diferentes transtornos mentais, além de realizar comparações com outros procedimentos descritos na literatura. |