Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Costa, Denise Ferreira da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.unb.br/handle/10482/51922
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Resumo: |
A pesquisa Mulheres negras 60+: histórias de vida na velhice – diálogo entre Conceição Evaristo e Ecléa Bosi – estuda o envelhecimento das mulheres negras brasileiras em perspectiva descolonial, em que trata o racismo e os fenômenos machismo, classe, gênero, idadismo em perspectativa interseccional e na relação entre história, cultura e formação da sociedade. O estudo tem como objetivo captar as histórias de vida de mulheres negras 60+ que frequentam o Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (CECON) do Gama no Distrito Federal a partir de uma perspectiva interseccional entre racismo, gênero, idadismo e pobreza, de modo a compreender processos subjetivos gerados na relação entre história, cultura e impactos para velhice da mulher negra brasileira. A metodologia é a pesquisa qualitativa, análise das narrativas orais de mulheres negras 60+ e epistêmico metodológica Escrevivência de Conceição Evaristo em diálogo com estudos de pessoas velhas de Ecléa Bosi. A fundamentação teórica traz contribuições de mulheres referências em pesquisas interseccionais do Feminismo Negro como: Patrícia Collins, Lélia Gonzáles, Sueli Carneiro, etc. e contribuições de Leides Moura e os estudos dos idosos. A análise e discussão dos dados apontou que a vida das mulheres negras brasileiras é impactada pelo racismo brasileiro, potencializando danos à saúde física e mental na fase da velhice. Todavia, as mulheres negras 60+, tanto ao nível individual como coletivo não se veem como vítimas passivas da sociedade racista, apesar das adversidades. O resultados visibilizaram processos de empoderamento e autoafirmação identitária das participantes da pesquisa por se reconhecerem como protagonistas de suas histórias de vida e de suas famílias. Conclui-se, portanto, que as mulheres negras 60+ brasileiras, longe de assumirem posicionamentos de vítimas passivas, atuam na vanguarda da lutas contra a opressão e a iniquidade do racismo interseccional construído ao longo das suas vidas processos de resistência, resiliência e protagonismo na luta contra racismo brasileiro. |