Famílias de sangue e de fé: o batismo como ferramenta para a construção de relações sociais entre escravos e livres da Vila de Curitiba (1680-1800)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Brito, Fernanda Nascimento de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51492
Resumo: Neste trabalho acompanhamos a dinâmica social e as relações formadas por meio do batismo de crianças cativas entre 1680 e 1800 na Vila de Curitiba. A partir das atas batismais disponíveis no banco de dados “Paty”, observamos a construção de vínculos sociais criados pelos senhores e pais escravizados para compreender quais sujeitos eram os campeões de batismos de crianças cativas, ou seja, se estes eram livres ou escravos. Tratamos especificamente do batismo de crianças filhas de mães administradas e escravizadas, para entender a formação de laços batismais e as redes sociais que esses sujeitos estavam construindo. Para analisar minuciosamente o marco temporal de 120 anos, foi necessário dividi-lo em quatro períodos de 30 anos, com a finalidade de elencar os pais espirituais mais requisitados em cada temporalidade. Desse modo, observamos as articulações dos sujeitos escravizados e administrados ao longo do desenvolvimento e crescimento populacional da Vila de Curitiba, podendo compreender como as mudanças econômicas e o aumento do número de habitantes afetaram a formação de laços espirituais nas famílias escravas. Para analisar mais a fundo os sujeitos históricos estudados nesta pesquisa, também foram utilizadas listas nominativas e escrituras da Vila de Curitiba. Portanto, tratamos das relações sociais construídas, a fim de apontar os padrões e estratégias de sobrevivência do grupo escravizado.