Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Rojas Tuesta, Guisela Mónica |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/20160
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Resumo: |
Três experimentos foram conduzidos nas instalações do Laboratório de Nutrição de Peixes, do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Viçosa-MG, objetivando-se avaliar o potencial nutricional dos coprodutos da indústria de polpas de frutas (farelo de maracujá, de abacaxi e de manga) em ensaio de digestibilidade (Experimento I) e o desempenho produtivo de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) alimentados com diferentes níveis de inclusão de farelo de maracujá e farelo de abacaxi (Experimento II e III, respectivamente). No primeiro experimento foram utilizadas 480 tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) com peso corporal de 29,4 ± 3,7 g, distribuídas em delineamento experimental inteiramente casualizado, com quatro tratamentos, três repetições e quarenta peixes por unidade experimental. Os tratamentos consistiram de quatro rações experimentais que variavam no conteúdo do ingrediente - teste (ração referência: 0% farelo de maracujá, de abacaxi e de manga; ração 1: 70% ração referência e 30% farelo de maracujá; ração 2: 70% ração referência e 30% farelo de abacaxi e ração 3: 70% ração referência e 30% farelo de manga). A ração referência foi formulada de forma a atender as exigências nutricionais da tilápia do Nilo. Para determinar os valores de coeficientes de digestibilidade, foi usado como marcador inerte o óxido de crômio III, adicionado a uma concentração de 0,5% na ração referência. As rações experimentais foram fornecidas diariamente às 8, 11, 14 e 17h até a saciedade aparente. Os peixes foram alojados em aquários de fibra de vidro cilíndrico cônicos com volume útil de 200 litros de água dotados de sistemas individuais de areação constante, escoamento lateral e escoamento no fundo. Estes encontram-se ligados a um sistema de recirculação contínua de água, com filtro mecânico e, temperatura da água mantida por meio de termostato eletrônico e digital. Uma vez por semana foi monitorado os parâmetros físico-químicos da água, como oxigênio dissolvido, pH, nitrito e amônia através de testes químicos colorimétricos, e a temperatura foi monitorado diariamente, com termômetros de mercúrio instalados no interior das caixas. Os coeficientes de digestibilidade determinados foram: da matéria seca, da cinza, da proteína bruta e do extrato etéreo. Para a análise estatística dos dados foi utilizado o programa estatístico RStudio. Inicialmente, normalidade dos dados e homogeneidade das variâncias foi verificada pelos testes de Shapiro-Wilk (P=0,05) e Bartlett (P =0,05). Posteriormente, diferenças nos coeficientes de digestibilidade aparente em resposta aos tratamentos foram avaliadas por análise de variância e na presença de efeito significativo aplicou-se o teste de Tukey (P=0,05) para comparação das médias. Observou-se que os peixes alimentados com a dieta contendo farelo de manga apresentaram menores (P<0,05) coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca, da cinza, da proteína bruta e do extrato etéreo, entre os tratamentos. Conclui-se que os coprodutos avaliados (farelo de maracujá, de abacaxi e de manga) podem ser utilizados em dietas para tilápia do Nilo, sendo que o farelo de maracujá apresentou melhor composição nutricional e os maiores coeficientes de digestibilidade aparente dos nutrientes. No segundo experimento foram utilizadas 240 tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus), com peso corporal de 4,1± 0,7 g, em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com quatro níveis de inclusão de farelo de maracujá (0%, 4%, 8% e 12%), quatro repetições e 15 peixes por unidade experimental. As rações experimentais foram isoprotéicas e isocalóricas. Para atender as exigências nutricionais da tilápia do Nilo foram utilizadas as tabelas descritas por FURUYA (2010). As rações experimentais foram fornecidas às 8, 11, 14 e 17h até a saciedade aparente. Os peixes foram alojados em aquários de 20 L de água dotados de sistemas individuais de areação constante. Estes estavam ligados a um sistema de recirculação contínua de água e, temperatura da água mantida por meio de termostato eletrônico e digital. Duas vezes por semana foi monitorado os parâmetros físico-químicos da água, como oxigênio dissolvido, pH, nitrito e amônia através de testes químicos colorimétricos, e a temperatura foi monitorado diariamente, com termômetros de mercúrio instalados no interior das caixas. As variáveis de desempenho analisadas foram: peso inicial (g), peso final (g), ganho de peso (g), taxa de crescimento específico (%), consumo de ração (g), conversão alimentar, viabilidade dos peixes (%) e rendimento de carcaça (%). As variáveis de composição de carcaça foram: teores de umidade (%), matéria seca (%), cinza (%), proteína bruta (%) e extrato etéreo (%). Para a análise estatística, foi utilizada análise de variância (ANOVA), e em caso de diferença estatística foi utilizada análise de regressão e teste de Tukey a 0,05% de probabilidade, ambos pelo programa estatístico RStudio. Os diferentes níveis de inclusão de farelo de maracujá não afetaram os parâmetros de desempenho e nem a composição corporal dos animais (P>0,05). Conclui-se que a inclusão de 12% de farelo de maracujá nas rações de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) pode ser utilizada, sem comprometer as variáveis de desempenho nem a qualidade da composição corporal. No terceiro experimento foram utilizados 168 tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus), com peso corporal de 6,5 ± 0,5 g, em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com quatro níveis de inclusão de farelo de abacaxi (0%, 5%, 10% e 15%), três repetições e 14 peixes por unidade experimental. As rações experimentais foram isoprotéicas e isocalóricas. Para atender as exigências nutricionais da tilápia do Nilo foram utilizadas as tabelas descritas por FURUYA (2010). As rações experimentais foram fornecidas às 8, 11, 14 e 17h até a saciedade aparente. Os peixes foram alojados em aquários de 20 L de água dotados de sistemas individuais de areação constante. Estes estavam ligados a um sistema de recirculação contínua de água e, temperatura da água mantida por meio de termostato eletrônico e digital. Duas vezes por semana foi monitorado os parâmetros físico-químicos da água, como oxigênio dissolvido, pH, nitrito e amônia através de testes químicos colorimétricos, e a temperatura foi monitorado diariamente, com termômetros de mercúrio instalados no interior das caixas. As variáveis de desempenho analisadas foram: peso inicial (g), peso final (g), ganho de peso (g), taxa de crescimento específico (%), consumo de ração (g), conversão alimentar e viabilidade dos peixes. Para a análise estatística, foi utilizada análise de variância (ANOVA), e em caso de diferença estatística foi utilizada análise de regressão e teste de Tukey a 0,05% de probabilidade, ambos pelo programa estatístico RStudio. Os diferentes níveis de inclusão de farelo de abacaxi não afetaram as variáveis avaliadas (P>0,05). Conclui-se que a inclusão de até 15% de farelo de abacaxi nas rações de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) pode ser utilizada, sem comprometer os parâmetros de desempenho. |