Representações de crianças e adolescentes participantes de um projeto social sobre consumo
Ano de defesa: | 2019 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
Economia Doméstica |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://locus.ufv.br/handle/123456789/33112 |
Resumo: | A discussão sobre o consumo é um tema amplamente trabalhado nos diversos campos do conhecimento, em decorrência dos avanços tecnológicos, da ampliação dos meios de comunicação e do fenômeno da midiatização. Entretanto, é um tema recorrente entre os ambientalistas e áreas afins quando se trata do consumo consciente versus consumo compulsório. Nesta pesquisa, buscamos responder ao seguinte problema: Quais as representações sobre consumo e vivências de crianças e adolescentes da Fundação Menino Jesus em situação de vulnerabilidades social e econômica? Para tal, foram abordados os temas referentes ao consumo na infância e na adolescência, a pobreza, o conceito da “Dádiva” e o “Bem Viver”, com o propósito de estabelecer interlocução entre a escassez monetária, as privações do consumo e as novas possibilidades de consumo. Ao abordar os temas mídia e midiatização, procuramos estabelecer um diálogo que convergiu para a ineficácia da legislação brasileira, no que diz respeito à infância e à adolescência e aos indivíduos em desenvolvimento bombardeados, precocemente, pelo estímulo ao consumo. O recorte que propomos nesta pesquisa refere-se à escuta de crianças e adolescentes que frequentam as atividades na Fundação Menino Jesus, em Ponte Nova, MG. Trabalhamos com a hipótese de que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidades social e econômica estão expostos às estratégias de marketing para o consumo como todos os outros e, apesar de não possuírem poder de compra, permanecem com o desejo de consumo, buscando outras estratégias para aquisição do objeto desejado. O objetivo desta pesquisa foi analisar e descrever as representações de crianças e adolescentes de 7 a 15 anos de idade, em situação de vulnerabilidades econômica e social, sobre a inter-relação mídia e consumo. O estudo foi ancorado na pesquisa qualitativa, e a metodologia utilizada teve como base o método Clínico Piagetiano, adaptado por Delval (2002). A amostra foi composta por 16 participantes que frequentam o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Fundação Menino Jesus de Ponte Nova, MG. Para a coleta dos dados, utilizamos a entrevista clínica piagetiana, constituída por perguntas básicas e complementares. A análise dos dados partiu de categorias descritas por Delval (2002) e Denegri (2002). As representações dos sujeitos indicaram o conhecimento que eles estabelecem entre o consumo e as vivências na Fundação Menino Jesus. Na categoria “consumo”, foram analisados as subcategorias mídia, compras em geral, compras na entidade, direitos e doações. Na categoria "vivências na Fundação Menino Jesus", trabalhou-se com a subcategoria que conceituava a entidade, o contexto de onde vêm os usuários, a caracterização do projeto e, finalmente, como é o "cuidado" na entidade. A partir das respostas das crianças e dos adolescentes, esclareceu-se a importância da escuta em pesquisas sobre consumo, principalmente quando se faz o recorte social, o que confirmou a hipótese do estudo. Com isso, reforçou-se a importância da presença dos pais e educadores no processo de desenvolvimento de crianças e adolescentes para a promoção do diálogo e da partilha sobre o tema consumo e para que aconteça, de fato, a educação para as novas formas de consumir. Palavras-chave: Consumo. Mídia. Infância-Adolescência. Vulnerabilidade Social. |