Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Paes, Ernani Barbosa |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/11862
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Resumo: |
A presente pesquisa foi produzida no âmbito do Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania da Universidade Federal de Viçosa. O estudo trata da análise das práticas pedagógicas e de controle de condutas, além da inculcação de valores morais, cívicos e de higiene, impostos pela direção central da Escola Superior de Agricultura e Veterinária do Estado de Minas Gerais - ESAV, aos seus alunos. O período estudado inicia no ano de 1926, data da inauguração oficial da Instituição, até o ano de 1948, quando o Estabelecimento passou a fazer parte da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais UREMG. As fontes utilizadas estão todas armazenadas no Arquivo Central e Histórico da UFV. A ESAV era uma Escola Superior de Agricultura isolada, criada pelo Presidente Arthur Bernardes, que era viçosense, e dirigida inicialmente pelo estadunidense Peter Henry Rolf. No Estabelecimento eram ministrados cursos elementares, médio e os cursos superiores a parti de 1928. Porém, a formação ministrada pela Instituição aos seus alunos era pensada pela sua administração como algo mais que apenas mera formação para o trabalho. O discurso de criação de um técnico diferenciado dos que já atuavam no país naquela época e as práticas pedagógicas de valorização do ensino mais prático que teórico, onde o aluno aprende a fazer fazendo, além da disciplina constante durante as aulas foram ferramentas indispensáveis pela direção central para a formação de seus técnicos. Ao mesmo tempo, o controle das posturas mediante regras de conduta, dentro e fora do Perímetro da Escola, juntamente a orientação imposta nas Reuniões Gerais, eram as formas de a Escola Superior de Viçosa modelar a atuação social do homem. Assim, agindo de maneira consciente nas duas esferas a diretoria e o corpo docente da ESAV forjavam em seus alunos os padrões os quais eles acreditavam ser o ideal para, nas palavras dos professores e diretores da Escola, atuar na modernização da produção agrícola e na sociedade mineira e brasileira. |