Neutralização de carbono: adaptabilidade e desenvolvimento de espécies florestais no ambiente urbano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Valéria de Fatima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/26628
Resumo: As cidades brasileiras cresceram de maneira desordenada e sem a devida preocupação com a incorporação da vegetação nestes locais. Apenas na década de 1990, com a Agenda 21, se iniciou as discussões acerca de cidades sustentáveis e de conservação da biodiversidade também no ambiente urbano. Os benefícios ecossistêmicos gerados pelas árvores no ambiente urbano são diversos, desde a amenização climática, remoção de poluentes atmosféricos e bem-estar psicológico à população. A quantificação e valoração desses benefícios é dependente da qualidade do planejamento urbano e pode ser feito mediante informações acerca das taxas de crescimento das espécies no ambiente urbano. Dessa forma, o objetivo geral foi avaliar a influência do comportamento de espécies florestais no ambiente urbano na neutralização de carbono, frente à questão das mudanças climáticas. O trabalho foi dividido em dois capítulos. No primeiro capítulo, objetivou-se estimar as taxas de crescimento volumétrico de espécies florestais no ambiente urbano em Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Diante das análises, foi possível estimar que as espécies lenhosas crescem a uma taxa média de 0,028 ± 0,027 m³ ind-¹ ano-¹ , ao passo que palmeiras, 0,056 ± 0,093 m³ ind-¹ ano-¹, sendo Anadenanthera macrocarpa e Roystonea oleracea, as espécies com os maiores crescimentos individuais. Constatou-se também que a impermeabilização do solo próximo aos indivíduos influencia no desenvolvimento, porém o efeito é diverso e necessita de um aprofundamento. O segundo capítulo foi focado em identificar espécies potenciais para neutralizar carbono no ambiente urbano. Foi observado que as espécies lenhosas contribuem mais com a remoção de dióxido de carbono atmosférico, 32,565 ± 33,090 kgCO 2e ind-¹ ano-¹, porém a contribuição das espécies de palmeiras não deve ser desconsiderada. As espécies estudadas foram agrupadas em cinco grupos a partir da contribuição anual na neutralização de carbono, podendo, dessa forma, ser priorizado aqueles com maior contribuição, durante o planejamento da arborização urbana. Em geral, observou-se que os indivíduos com condição fitossanitária boa, se desenvolveram melhor no ambiente, contribuindo assim com uma maior remoção de gás carbônico atmosférico. Ao se incluir informações acerca da adaptabilidade de cada espécie às informações de neutralização anual de carbono, houve um reordenamento das espécies potenciais para o ambiente urbano.