Estilo de vida, indicadores de saúde e nível socioeconômico de crianças do município de Ervália-MG
Ano de defesa: | 2021 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
Educação Física |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://locus.ufv.br//handle/123456789/29796 https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2022.115 |
Resumo: | Comportamentos do estilo de vida e indicadores de saúde de crianças têm sido alterados no decorrer do tempo. Desta forma, o estudo teve como objetivo investigar o estilo de vida de crianças de 6 a 10 anos de idade do município de Ervália-MG e associá-lo com indicadores de saúde e nível socioeconômico (NSE). A amostra foi composta por 116 crianças (53,4% meninas) do 1º ao 5º ano de escolas de Ervália- MG. As variáveis consumo alimentar (CA), atividades físicas (AF) e comportamentos sedentários (CS) foram obtidas através do questionário Web-CAAFE. Para determinar a AF também foi utilizado pedômetros, e o tempo de sono (TS) e NSE foram obtidos através de questionários. Os indicadores de saúde analisados foram o índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura (%G), relação cintura/estatura (RCE) e pressão arterial (PA). Os perfis de estilo de vida (PEV) foram identificados a partir da análise de cluster, usando as variáveis do CA, AF, CS e TS. A prevalência de simultaneidade de comportamentos de risco foi verificada, assim como, comparou-se as variáveis do estilo de vida consoante NSE. Recorreu-se a regressão linear robusta e regressão logística binária para verificar associações dos indicadores de saúde com variáveis do estilo de vida, NSE, sexo e idade. Como resultados, identificou-se 19,8% de crianças com sobrepeso, 26,7% com obesidade, 38,8% com %G alterado, 25% com RCE alterada e 15,5% com PA alterada. Para CS, observou-se alto engajamento em brincar no celular (80,2%) e assistir TV (77,6%), enquanto para as AFs, um maior engajamento foi em lavar louça (42,2%), brincar com cachorro (28,4%) e andar de bicicleta (35,3%). 98,7% das crianças apresentaram um TS adequado. Frutas e cereais foram os únicos grupos que nenhuma criança atingiu a recomendação, enquanto o de feijão foi o que apresentou maior prevalência (50%). Foram identificados dois PEV, diferenciando-se pelo maior valor de CS e CA no segundo PEV. Apenas 6% das crianças não possuíam fator de risco do estilo de vida, 37,1% apresentaram um fator de risco, 36,2% dois e 20,7% três. Crianças com maior NSE apresentaram diferença significativamente maior de CS e menor de CA ultraprocessados; aquelas com CA adequado apresentaram menores valores de PAD quando comparadas aquelas com CA inadequado; meninas apresentaram mais 5,38% de %G e 0,03 cm/cm de RCE do que os meninos; crianças com CS adequado apresentaram 0,02 cm/cm a mais na RCE do que aquelas com CS inadequado; meninos possuem 3,13 vezes mais chances de pertencer à categoria de RCE ideal quando comparado as meninas; e indivíduos do PEV 2 possuem 3,20 vezes mais chances de pertencer à categoria de RCE ideal quando comparado aos indivíduos do PEV 1. Os achados sugerem a necessidade de desenvolver estratégias para promover a adoção de melhores comportamentos do estilo de vida, reduzindo a prevalência de sobrepeso/ obesidade e PA alterada, aumentando a AF, CA in natura/minimamente processados, reduzindo CS e mantendo o TS adequado. Palavras-chave: Atividade física. Comportamento sedentário. Consumo alimentar. Tempo de sono. Estilo de vida. Indicadores de saúde. Nível socioeconômico. Crianças. |