O jogo e seus múltiplos olhares: perspectivas da família e da escola e suas interações na prática educativa
Ano de defesa: | 2008 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
BR Economia familiar; Estudo da família; Teoria econômica e Educação do consumidor Mestrado em Economia Doméstica UFV |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/3307 |
Resumo: | Nesta pesquisa, investigou-se qual é a concepção de jogo na perspectiva dos professores e das famílias e de que forma essas concepções refletem na ação educativa na educação infantil e no ensino fundamental. Buscou-se, assim, analisar a concepção de jogo na perspectiva dos professores e das famílias e seus reflexos na ação educativa com crianças de 3 a 8 anos de idade. Especificamente, teve como objetivos: identificar a concepção de jogo para os professores e para as famílias; descrever as funções que os professores e as famílias atribuem ao jogo de acordo com a idade e, ou, nível de ensino; identificar os tipos de jogos e as formas de utilização deles na escola e na família; analisar como as concepções de jogo dos professores e das famílias refletem na ação educativa da escola nos diferentes níveis de ensino: educação infantil e ensino fundamental; e confrontar a concepção de jogo entre os professores e as famílias, revelando as possíveis convergências e divergências. O aporte teórico constou da abordagem do jogo em diferentes perspectivas: antropológica, sociológica e psicológica, assim como de pesquisadores contemporâneos que apontam o jogo como fundamental no processo de desenvolvimento e aprendizagem. O campo empírico foi o Centro Educacional Coeducar, que tem como entidade mantenedora uma cooperativa de pais, que atende crianças e adolescentes de 3 a 14 anos de idade. A amostra foi composta por 12 professores, sendo estes regentes do segmento de Educação infantil, regentes do Ensino Fundamental e especialistas dos dois segmentos e 12 pais de crianças dos referidos segmentos. Por meio de entrevistas com professores de educação infantil, ensino fundamental e especialistas e pais de crianças da educação infantil e do ensino fundamental, os dados foram coletados, tratados e analisados, mediante o referencial teórico construídos para a investigação. A discussão dos resultados foi realizada a partir da análise de conteúdos, com categorias emergidas dos dados das entrevistas. Constatou-se que professores e pais concebem o jogo de forma diferenciada conforme a idade. Os resultados confirmaram a premissa de que famílias e professores entendem o jogo como elemento integrador na educação de crianças, porém o diferenciam conforme o nível de ensino, ou seja, Educação Infantil e Ensino Fundamental. Foi indicada a necessidade de um maior diálogo entre escola e família, no que se refere ao jogo, suas funções e interações à prática educativa. Essa investigação poderá contribuir para que se amplie o diálogo entre família e escola a respeito da importância do jogo como possibilidade de construção de conhecimento, independentemente da idade das crianças, ou do nível de ensino em que se encontram. |