Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Abaurre, Maria Elizabete Oliveira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/10553
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Resumo: |
A alface (Lactuca sativa L.) originalmente é uma planta de clima ameno. Quando cultivada em condições de temperatura elevada, seu ciclo vegetativo é acelerado, antecipando a fase reprodutiva em detrimento da produtividade e qualidade do produto, o que ocasiona, nas folhas, acúmulo excessivo de látex e as torna amargas, rígidas e de tamanho reduzido. O presente trabalho teve por finalidade avaliar o crescimento e a produção de duas cultivares de alface, cultivadas sob dois tipos de malhas termorrefletoras (Aluminet® 30%-O e Aluminet® 40%-O) e de uma difusora de luz (ChromatiNet Difusor® 30%), instaladas em “telados” fechados (2 x 4 x 36 m). O experimento foi conduzido na Horta de pesquisas da Universidade Federal de Viçosa (UFV), no período de 18/01/2002 a 03/04/2002. Utilizou-se um esquema de parcelas subsubdivididas, tendo nas parcelas quatro ambientes (três tipos de malhas + controle a céu aberto), nas subparcelas duas cultivares: Regina (lisa) e Verônica (crespa), e nas subsubparcelas as sete épocas de amostragem das plantas no delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições. O espaçamento entre as plantas foi de 0,25 x 0,25 m. Durante o ciclo, coletaram- se, a cada sete dias, duas plantas/repetição, nas quais se avaliaram: número de folhas/planta (NF); área foliar (AF); massas fresca (MFF) e seca de folhas (MSF); massas fresca (MFC) e seca de caule (MSC); comprimento (CC), diâmetro (DC) e volume de caule (VC); massas fresca (MFR) e seca de raízes (MSR); e volume de raízes (VR) e massa fresca de cabeça (MFCB). De posse dos valores dessas características foram calculados: a área foliar específica (AFE = AF/MSF) e a razão parte aérea/raiz, em massas fresca e seca. No ponto de colheita comercial, colheram-se seis plantas/repetição para avaliação da massa fresca de cabeça (MFCB). Os dados foram submetidos à análise de variância e as comparações no tempo (épocas de amostragem), submetidas à análise de regressão; dentro de cada época, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Independentemente de ser ou não significativa a interação Ambiente x Cultivar x Época, optou-se pelo seu desdobramento, devido ao interesse do estudo. As cultivares apresentaram comportamento fenológico semelhante ao longo das épocas. No cultivo sob malhas, observaram-se menor amplitude térmica diária e necessidade de menor volume de água aplicado nas irrigações, com a ressalva de que a colheita comercial poderia ter sido antecipada em pelo menos uma semana. Na colheita comercial a céu aberto, ‘Verônica’ produziu mais MFCB que ‘Regina‘ e ambas as cultivares, menores produções sob Aluminet® 30%-O. ‘Regina’ apresentou maior NF, AF e AFE e demonstrou ser menos exigente em luz que ‘Verônica’. A maior AFE da ‘Regina’ em relação à ‘Verônica’ em praticamente todos os ambientes e épocas e a maior AFE das duas cultivares sob as malhas em relação ao cultivo sob céu aberto indicam que o cultivo sob malhas propiciou folhas menos espessas, consumidores mais exigentes. apropriadas para mercados com consumidores mais exigentes. |