Composição florística e estrutura fitossociológica de um fragmento florestal da fazenda Rancho Fundo na Zona da Mata - Viçosa, MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2000
Autor(a) principal: Senra, Leonardo Coutinho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/10956
Resumo: O presente trabalho teve como objetivos estudar a composição florística e a estrutura fitossociológica em um fragmento de Floresta Estacional Semidecídua Montana e verificar se existiam variações na distribuição das densidades das espécies correlacionadas com alguns fatores edáficos. Foi utilizado o método de parcelas, equivalentes a uma amostra de 1 ha. Foram amostrados os indivíduos que apresentavam, no mínimo, 15 cm de circunferência à altura do peito (CAP), resultando em 107 espécies, distribuídas em 73 gêneros e 37 famílias botânicas, entre as quais as mais ricas foram: Annonaceae, Flacourtiaceae, Sapindaceae e Myrtaceae, que representaram 52,3% das espécies. Comparando algumas das características florísticas com as observadas em oito trabalhos realizados na Zona da Mata mineira, em nível hierárquico de famílias, verificou-se que Lauraceae foi encontrada em todos os levantamentos analisados. Outras famílias também se destacaram, como: Caesalpiniaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae, Flacourtiaceae, Mimosaceae, Myrtaceae e Rubiaceae. As amostradas com uma espécie representaram 43,2% das famílias e 15% das espécies. Naqueles oito trabalhos, esses valores variaram entre 37,5 e 56,0% das famílias e entre 13,55 e 22,0% das espécies. Entre estas, nenhuma foi amostrada em todos os fragmentos analisados, o que destaca ainda mais a importância da preservação dos remanescentes para a conservação da diversidade arbórea. Foram amostrados 2.270 indivíduos, sendo 2.053 (80,44%) vivos e 217 mortos, que corresponderam a 9,56% dos indivíduos. A área basal por hectare foi de 17,1960 m². As espécies mais importantes foram, respectivamente: Mabea fistulifera, Myrcia fallax, Apuleia leiocarpa, Lacistema pubescens, Xylopia sericea, Anadenanthera macrocarpa, Guatteria sericea, Casearia arborea, Piptocarpha macropoda e Casearia decandra, que totalizaram 51,19%. Entre as espécies com pelo menos cinco indivíduos, 30,81% pertencem ao grupo das pioneiras, 67,36% às secundárias iniciais e 1,83 % às secundárias tardias, o que indica que o fragmento encontra-se em fase intermediária de desenvolvimento. O índice de diversidade de Shannon (H ) foi de 3,099 nats/espécie, enquanto a equabilidade de Pielou (J) foi de 0,663. A altura média estimada das árvores foi de 7,6 m. No estrato inferior, as árvores que alcançaram altura menor que 4,8 m foram representadas por 10,7%; no estrato médio, com alturas compreendidas entre 4,9 e 10,2 m, por 76,0%; e no estrato superior, com alturas que ultrapassaram 10,2, por 13,2%. Os solos foram caracterizados como distróficos, em virtude da acidez e dos baixos teores de nutrientes. As classes texturais variaram de argilosa à muito argilosa. A distribuição das abundâncias das espécies nas parcelas não foi significativamente influenciada pelas variáveis edáficas analisadas.