Avaliação nutricional e metabólica em vacas de corte suplementadas no pré e/ou pós-parto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Trece, Aline Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Zootecnia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br/handle/123456789/32725
Resumo: O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos da suplementação estratégica durante o pré-parto e/ou pós-parto sobre o status nutricional e metabólico de vacas de corte mantidas em pastagens de Brachiaria decumbens. Foram utilizadas 45 vacas Nelore pluríparas gestantes (200 + 30 dias), com peso médio inicial de 543 + 130 kg e escore de condição corporal (ECC) de 5,7 + 1,6 distribuídas em delineamento inteiramente casualizado com dupla estrutura de erro. Durante o período pré-parto foram utilizados dois tratamentos; controle (CON) e suplementado (S). O período de avaliação pós-parto iniciou quando 50% das vacas haviam parido e foram utilizados 4 tratamentos em esquema fatorial 2x2 (CON: controle, sem suplementação pré e pós-parto; SN: com suplementação no pré-parto e sem suplementação no pós-parto, NS: sem suplementação no pré-parto e suplementadas no pós-parto e SS: suplementação no pré e pós-parto). O suplemento foi fornecido na proporção de 2 g/kg PC, apresentando 43,5% de proteína bruta (PB). As avaliações estatísticas foram conduzidas por intermédio do procedimento MIXED do SAS (versão 9.4) adotando-se q = 0,10. Não houve efeito (P > 0,10) da suplementação pré-parto sobre os valores de PCP, GMD, ECC, AOL, E6GSG e EGSL e sobre o GMDconc e PCnasc. Não houve diferenças significativas (P > 0,10) da suplementação pré-parto sobre o consumo de MSP, MST, MOP, MOT, FDNcp, FDNi, MSdig, FDNcpdig e MOdig, assim como os respectivos consumos em g/kg de peso corporal. Não foi observada diferença (P > 0,10) na digestibilidade de MO e FDNcp. Foi observada diferença significativa (P < 0,10) para consumo de PB, PB/MOdig e digestibilidade da PB durante o período pré-parto. Houve diferença significativa (P < 0,10) no consumo de MS em g/kg PC entre os tratamentos pré-parto. Não foram observadas diferenças significativas (P > 0,10) para as concentrações plasmáticas de BHB, NEFA, glicose, albumina, proteínas totais, IGF-1, leptina e insulina no pré-parto. Apenas o NUS apesentou diferença significativa (P < 0,10) entre os tratamentos. Assim como no pré-parto, nenhum efeito foi observado (P > 0,10) para os parâmetros de desempenho das vacas (GMD, ECC, AOL, EGSG e EGSL) no período pós-parto, apenas para o GMD do bezerro houve efeito significativo (P < 0,10) da suplementação materna pós-parto. Não houve diferença significativa (P > 0,10) entre os tratamentos para todas as variáveis relacionadas a consumo e digestibilidade no período pós-parto. Não foram verificadas diferenças significativas (P > 0,10) do tratamento e do tempo de coleta sobre os níveis plasmáticos de BHB, proteínas totais e albumina. Foi verificado efeito do tempo de coleta (P < 0,10) para as medidas de glicose, leptina, colesterol e progesterona. Efeitos significativos (P < 0,10) da suplementação pós- parto foram observados para NEFA, NUS e colesterol. Houve efeito de interação entre o tratamento pré e pós-parto (P < 0,10) para os níveis plasmáticos de NEFA, IGF-1, insulina e NUS. A suplementação durante o pré-parto associada ou não à suplementação pós-parto não influenciou o desempenho e o status metabólico de vacas de corte com escore de condição corporal acima de 5,0 durante a gestação e após o parto. Porém a suplementação apenas no período pós-parto para alguns parâmetros metabólicos de importância, como o IGF-1 e insulina, se mostrou mais efetiva. Os grupos suplementados apenas no pré e/ou no pós-parto apresentaram maiores níveis de progesterona aos 40 dias pós-parto quando comparado ao grupo controle, indicando o retorno à atividade ovariana.