Cultura local e metodologias participativas em assentamentos rurais: o caso de Brinco de Ouro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Suassuna, Cláudia Medeiros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/9942
Resumo: A presente pesquisa desenvolve a partir da análise no assentamento Brinco de Ouro no Estado do Rio Grande do Norte, quais as contradições entre os valores culturais das famílias assentadas e a utilização de práticas metodológicas denominadas “participativas”. Em 1997, o Assentamento Brinco de Ouro participou, através de mediação externa, da construção do DRPE (Diagnóstico Rápido Participativo Emancipador) desencadeando um processo de diagnóstico e planejamento, objetivando a elaboração do Plano de Consolidação do Assentamento que fazia parte do Programa de Consolidação e Emancipação (auto-suficiência) de Assentamentos Resultantes da Reforma Agrária. A pesquisa teve como objetivo identificar e analisar as razões da adoção ou não de recursos organizacionais por parte das famílias assentadas, resultantes das práticas metodológicas participativas e caracterizar a relação cultural entre mediadores e famílias assentadas. Considera-se que a partir das concepções conceituais estudadas pôde-se inferir que para existir possibilidades democráticas é necessário estimular a democracia participativa por meio de procedimentos pelos quais ela se viabilize. Por isso, as práticas de diagnóstico e planejamento participativo podem trazer aspectos importantes na mudança de consciência para construção da cidadania, na obtenção de direitos de grupos, no reconhecimento da diversidade de conhecimentos, na distribuição eqüitativa de oportunidades para ampliar e facilitar a capacidade do cidadão em decidir e incidir nas decisões, ou seja, essas são conquistas que facilitam a participação em processos decisórios o que propicia maior conhecimento e atuação de cidadãos excluídos na sua realidade. A discussão desenvolvida no nosso trabalho fundamenta-se na concepção de que a utilização de práticas metodológicas participativas não é, por si só, determinante do sucesso de construção de uma cultura democrática, mas tem sua importância ao propiciar um método que estimula a participação das pessoas na sua realidade de forma consciente. A adoção de uma cultura democrática nos assentamentos só será alcançada à medida que as famílias se utilizem de forma constante de práticas participativas na resolução de seus problemas.