Adubação com macro e micronutrientes ajustada à demanda nutricional da violeta africana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Santos, Glaucio Leboso Alemparte Abrantes dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Fertilidade do solo e nutrição de plantas; Gênese, Morfologia e Classificação, Mineralogia, Química,
Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/5464
Resumo: A violeta africana (Saintpaulia ionantha Wendl) é uma espécie ornamental muito apreciada. No entanto, porque a adubação e a nutrição dessa espécie são baseadas apenas na experiência de produtores e dos fabricantes de fertilizantes, as indicações de adubação são controversas, e formulações químicas N-P-K de outras culturas são indicadas. Ocorre, ainda, que não há informações sobre adubação com micronutrientes. No momento, porém, a empresa B&G Flores está a lançar experimentalmente uma formulação específica para violetas. Assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver uma formulação mineral de macro e micronutrientes que atenda à demanda nutricional da violeta africana. Para este estudo foi conduzido um experimento que consistiu na obtenção da produção de matéria seca, de teores e conteúdos de macro e micronutrientes, em plantas de três variedades de violetas (Azul Az, Rosa Rs e Vermelha Vr), com duas adubações e ao longo do tempo (oito épocas distintas de colheita com intervalo de três semanas). Dessa maneira houve um fatorial 3x2x8, obtendo-se 48 tratamentos. As duas adubações foram: 1/4 da dose recomendada por aplicação do fertilizante B&G Violeta [0,75 g/L e 100 mL/UE (Unidade Experimental), dando 62,5 mg/dm³/aplicação] e a dose recomendada por aplicação do fertilizante B&G Violetas (3 g/L e 100 mL/UE, dando 250 mg/dm³/aplicação). A Unidade Experimental (UE) foi formada por três vasos contendo uma planta por vaso. Os tratamentos foram dispostos em blocos casualizados com quatro repetições. As adubações eram aplicadas a cada 10 e 11 d e a cada 21 d as UE do tratamento em questão eram colhidas. No momento da aquisição das mudas, realizou-se a primeira coleta, correspondente à época 0 d. Tanto a adubação como a irrigação eram aplicadas nos pratos plásticos que permaneceram sob as UE. Na coleta das UE, as plantas eram retiradas dos vasos, lavadas e divididas por órgão vegetal (raízes, região meristemática, folha e flor). Os órgãos vegetais coletados foram secos em estufa de circulação forçada de ar a 70ºC até peso constante para obtenção da matéria seca, moídos e submetidos à digestão nítrico-perclórica para a determinação de macro e micronutrientes. Os teores de P, K, Ca, Mg, S, Fe, Zn, Mn, B, Cu e Mo foram determinados por espectrometria de emissão ótica em plasma induzido (ICP-OES) e o teor de N foi determinado pelo método Kjeldahl. A partir do teor do nutriente (TNu) e da produção de matéria seca de cada órgão vegetal (MSO) da planta, foi obtido o conteúdo do nutriente por órgão vegetal (CNu= TNux MSO) e, com seu somatório, o conteúdo total do nutriente na planta (CNuTotal= CNu Raiz + CNu Meristema + CNu Folha + CNu Inflorescência). Ajustaram-se regressões de produção de matéria seca e dos conteúdos de nutrientes em função do tempo, para que fossem determinadas a proporção e a demanda dos nutrientes ao longo do crescimento das violetas. Por meio da divisão da demanda nutricional (Dnu= demanda nutricional gerada pelos modelos ajustados para as regressões) pela taxa de recuperação do nutriente pela planta (TRNu = DNu / QNu;QNu= Quantidade do nutriente adicionada via adubação mais o suprimento nutricional do substrato), chegou-se ao requerimento do nutriente pela planta (RNu = DNu / TRNu). Foram realizados, para os conteúdos, contrastes entre as variedades de violeta: AzvsRs + VreRsvsVr. Dentro de cada variedade foi realizado o seguinte contraste: dose 62,5vs250 mg/dm³/aplicação do fertilizante B&G Violeta. Por meio dos contrastes, verificou-se que Rs produziu mais matéria seca por planta que Vr e que Az produziu menos matéria seca por planta que Rs e Vr. Esse cenário repetiu-se para conteúdo de N, P, S, K, Ca, Mg, B, Mo e Fe. A dose 62,5 mg/dm³/aplicação proporcionou maior produção de matéria seca por planta que a dose 250mg/dm³/aplicação em Az e Rs (e também na variedade Vr, porém não significativo), evidenciando que a dose menor foi adequada para proporcionar o crescimento das plantas e a dose 250 mg/dm³/aplicação foi excessiva. Consideraram-se apenas as curvas de demanda da variedade Rosa, na dose 62,5 mg/dm³/aplicação, para a estimativa das proporções entre os nutrientes do adubo suprimento nutricional. Foi estimada a formulação do adubo suprimento nutricional para violetas africanas na seguinte proporção: 10 % de N; 4,82 % de P; 4,41 % de S; 18,02 % de K; 15,32 % de Ca; 16,79 % de Mg; 0,082 % de B; 0,002 % de Mo; 0,589 % de Zn; 3,979 % de Fe; 2,021 % de Mn e 0,047 % de Cu.