Influência do status comportamental das operárias sobre o período de pré-oviposição e sobrevivência de rainhas de Melipona quadrifasciata Lep. (Hymenoptera: Meliponini) em condições de laboratório

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Fagundes, Iolando Brito
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Ciência entomológica; Tecnologia entomológica
Doutorado em Entomologia
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/935
Resumo: No presente trabalho objetivou-se, a) investigar a influência do status comportamental de operárias de diferentes origens no processo de reconhecimento e comportamento defensivo; b) a influência da idade das rainhas e do status comportamental das operárias no processo de aceitação de rainhas virgens; c) influência do status comportamental das operárias sobre a sobrevivência e período de préoviposição de rainhas de M. quadrifasciata em condições de laboratório. No primeiro capítulo foram realizados três ensaios (iniciativa de agressão, número de lutas com o tempo e ocorrência de injúrias), onde grupos de operárias de diferentes origens e status comportamental foram confrontados numa arena neutra. Na situação controle, não ocorreu qualquer interação agressiva entre os grupos confrontados. Os resultados verificados para o grupo experimental indicam que o status comportamental e o grau de experiência das operárias modulam o tipo de resposta agressiva a co-específicos não familiares. Encontros realizados entre grupos de operárias forrageiras com operárias forrageiras e de operárias forrageiras com nutridoras, resultaram em agressividade mútua e elevado número de indivíduos injuriados. Resultado contrário ao encontrado para operárias recém-emergidas, que, embora tenham iniciado alguns confrontos com operárias forrageiras ou nutridoras, estes nunca resultaram em contra-ataques, e conseqüentemente, em operárias injuriadas. Encontros entre grupos de operárias nutridoras com nutridoras e de operárias nutridoras com recém-emergidas não resultaram em manifestações agressivas perceptíveis. No segundo capítulo desta tese, rainhas virgens de zero a três dias de idade foram marcadas e introduzidas em minicolônias formadas por populações de operárias nutridoras ou forrageiras. Verificou-se que a rejeição de rainhas por operárias forrageiras aumenta com a idade das rainhas, sendo as rainhas recém-emergidas de zero dia de idade as mais toleradas. Já nos encontros com operárias nutridoras, a maioria das rainhas virgens foi aceita independentemente da idade. Estes resultados indicam que operárias forrageiras e nutridoras de M. quadrifasciata reagem de forma diferenciada à presença de rainhas virgens. No terceiro capítulo, rainhas copuladas em condições de laboratório foram introduzidas em mini-colônias constituídas por operárias forrageiras, nutridoras, recém-emergidas e população mista. Verificou-se que a idade das operárias influencia o tempo de pré-oviposição e sobrevivência de rainhas de M. quadrifasciata em condições de laboratório. Os resultados indicam que, em colônias constituídas por operárias nutridoras ou população mista, a mortalidade foi baixa, o número de rainhas em postura foi elevado e o período de pré-oviposição foi reduzido. Em colônias constituídas por operárias recém-emergidas, houve elevada mortalidade, postura tardia e reduzida porcentagem de rainhas em postura. Em colônias formadas por operárias forrageiras não ocorreu postura e todas as rainhas morreram.