Análise da percepção de um grupo de professores de Química sobre o trabalho em espaços não formais voltados à divulgação científica na Universidade Federal de Viçosa: em foco a inclusão e a acessibilidade de estudantes cegos e com baixa visão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Lopes, Bruna Olívia da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/27750
Resumo: São grandes os desafios enfrentados na educação como um todo, considerando que a sociedade passa por constantes mudanças na busca por atribuir sentido ao conhecimento e incluir as diferenças. A escola como espaço instituição formadora que acolhe a diversidade não é mais o único lócus para acesso ao conhecimento. Nesse sentido, a educação pode acontecer de diversas formas e lugares distintos. Há educação na escola (escolarização), na família, nos espaços públicos, na internet, no entretenimento. Assim, considerando a necessidade de contemplar a diversidade e obter maior envolvimento dos estudantes no processo formativo, despertando a curiosidade e o espírito investigativo, o presente trabalho investigou como dois espaços não formais de educação da Universidade Federal de Viçosa (a Sala Mendeleev e o Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef) podem favorecer o processo de ensino e aprendizagem da Química, na busca pela formação de cidadãos críticos e reflexivos que sejam capazes de intervirem em seu meio social. Essa análise foi feita considerando a necessidade de contemplar uma educação para todas e todos, sem restrição àqueles que apresentam algum tipo de necessidade educacional diferenciada (NED). Assim, essa pesquisa analisou a percepção de um grupo de seis professores de Química da Educação Básica de Viçosa (MG) sobre o trabalho nesses espaços educativos. Também analisou como é a acessibilidade destes locais quando se considera o processo de acolhimento e inclusão dos estudantes cegos e com baixa visão. Para alcançar esses objetivos, realizaram-se entrevistas semiestruturadas com os professores de duas escolas públicas localizadas no município de Viçosa. Os dados foram analisados de acordo com os pressupostos teóricos e metodológicos da Análise de Conteúdo de Bardin, sendo feita uma abordagem qualitativa que foi classificada, quanto ao procedimento, como uma pesquisa de caráter exploratório. A análise das entrevistas apontou a falta de transporte acessível, a incompatibilidade de horários e o grande número de alunos como os principais fatores que dificultam a utilização dos espaços não formais de educação. Foi verificado, nas falas dos professores, que os espaços não formais de educação são facilitadores do processo de ensino e aprendizagem, uma vez que neles os alunos têm uma maior interação com o meio e com os colegas. Além disso, concluiu-se que os espaços estão aptos a receberem alunos com NED, e foram feitas sugestões de melhorias para torná-los ainda mais adaptados para receberem esse tipo de público. Por fim, foi proposta uma Sequência Didática Inclusiva para Deficientes Visuais (SDI - DV) sobre o conteúdo de Tabela Periódica, envolvendo visitas a espaços não formais de educação. Palavras-chave: Ensino de Química. Espaços não formais de Educação. Deficiência visual. Inclusão.