Suplemento alimentar para idosos: efeitos nos parâmetros antropométricos e dietéticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Araújo, Larissa Fortunato
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Valor nutricional de alimentos e de dietas; Nutrição nas enfermidades agudas e crônicas não transmis
Mestrado em Ciência da Nutrição
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2747
Resumo: A população da América Latina, assim como a brasileira vem envelhecendo em ritmo crescente, principalmente nas últimas décadas. Os idosos constituem-se em grupo de risco de carência de macro e micronutrientes, pois, frequentemente, apresentam dificuldades na manutenção da ingestão energética e de nutrientes pela alimentação balanceada. Os objetivos do presente estudo foram: comparar a classificação nutricional da Mini Avaliação Nutricional (MAN) com a do Índice de Massa Corporal (IMC); e avaliar o efeito nutricional de um suplemento alimentar nos parâmetros antropométricos e dietéticos em idosos. Primeiramente, aplicou-se a MAN, e aferiu-se peso e estatura para o cálculo do IMC, sendo este comparado a dois pontos e corte presentes na literatura. O estudo foi realizado com 33 idosos institucionalizado, sendo 17 homens e 16 mulheres, com média e desvio padrão de 74 + 8,3 anos. Na classificação nutricional pela MAN, temos o maior percentual de casos de risco nutricional nas mulheres 50,00% (n-=8) e 41,18% (n=7) nos homens, sendo que não houve desnutrição em ambos os sexos. Na classificação de acordo com o IMC, duas (12,50%) mulheres estavam desnutridas, oito (50,00%) eutróficas, seis (37,50%) com excesso de peso. Já os homens, quatro (23,53%), cinco (29,41%), oito (47,06%), respectivamente. Usar métodos de avaliação nutricional que classifiquem os indivíduos como eutróficos, quando a MAN os classificam em risco nutricional pode promover o agravamento da desnutrição, além de atrasar o início de uma intervenção que poderia ter sido precoce. A MAN foi, portanto, mais sensível para detectar risco de desnutrição do que o IMC somente. Posteriormente ofereceu 30g do suplemento alimentar por 84 dias, uma vez ao dia, diluído em suco de frutas. Avaliou sua eficácia por meio dos parâmetros antropométricos (antes e após a suplementação), como, o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura (CC), a circunferência do abdômen (CA), a circunferência da panturrilha (CP), a circunferência do braço (CB), a dobra cutânea triciptal (DCT), a circunferência muscular do braço (CMB), a resistência (R), a reatância (Xc), a massa livre de gordura (MLG), a gordura corporal (GC), o percentual de gordura corporal (%GC) e o ângulo de fase (AFº); por meio do consumo alimentar no qual utilizou-se três períodos de registro alimentar, sendo, antes, durante (40 dias) e após a suplementação (84 dias); e pelo nível de atividade física (antes de após a suplementação). A mediana de consumo do suplemento alimentar foi de 28,2g/dia (10,7-30,0g/dia). Observaram-se valores superiores do AFº e da Xc nas mulheres que consumiram acima de 28,2 g/dia, sendo estes indicadores da saúde da membrana celular e de estado geral de saúde. Verificou-se que o suplemento alimentar por fornecer proteína e fibras alimentares, foi importante para retardar a perda de massa muscular que é progressiva e fisiológica, e adequou a ingestão de fibras alimentares que era deficiente. Este suplemento deve ser indicado para idosos, principalmente de saúde fragilizada, pois além de adequar o consumo de macronutrientes e melhorar a de micronutrientes, melhora a saúde da membrana celular, esta fundamental para o bom funcionamento fisiológico e imunológico do organismo.