Biodegradação de fezes de cães pela digestão anaeróbia em diferentes faixas de temperatura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Fiães, Gabriela Maria Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Engenharia Agrícola
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br//handle/123456789/31583
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2023.513
Resumo: As fezes caninas são geradas em elevadas quantidades, em especial pelo aumento do número de animais em canis. A digestão anaeróbia das fezes caninas pode ser uma alternativa interessante para o seu tratamento, com potencialidades de recuperação do biogás e uso do digestato como biofertilizante. O objetivo deste trabalho foi avaliar a biodegradação de fezes de cães pela digestão anaeróbia em diferentes condições de temperatura e relação inóculo/substrato. O estudo compreendeu o monitoramento da geração de fezes caninas em um canil no município de Viçosa (Minas Gerais-Brasil). A quantificação e a caracterização físico-química/microbiológica dos resíduos foram realizadas por um período de 1 mês. Testes de biodegradabilidade (PBM) foram conduzidos para se avaliar os efeitos da relação inóculo:substrato (I:S) de 1:2, 1:1 e 2:1, assim como a influência da temperatura na degradação dos resíduos: (i) ambiente (17°C a 22°C), (ii) mesofílica (35°C), termofílica (55°C), e mista (55°C + 35°C). Estudos cinéticos foram realizados para os modelos de 1° ordem, Gompertz modificado e Cone. Estimou-se o potencial energético do biogás para o canil monitorado. A qualidade do digestato foi avaliada em termos de lançamento em corpos hídricos e atendimento a diretrizes para fertirrigação. A relação I:S que gerou o maior volume de biogás foi a de 1:1 (298,6 mL.g−1SV), sendo utilizada esta relação na segunda etapa dos estudos de biodegradabilidade. O tratamento mesofílico (316,9 mL.g−1SV) gerou um volume de biogás consideravelmente maior que o tratamento termofílico (202,7 mL.g−1SV). Os teores médios de metano produzidos foram semelhantes para os tratamentos mesofílico (48,9%) e termofílico (48,3%). O modelo cinético mais adequado de forma geral para todos os tratamentos foi o Gompertz modificado. Além disso, a produção de energia encontrada para os tratamentos ambiente, mesofílico e termofílico foi de 23,27 MJ.d−1, 39,24 MJ.d−1 , e 25,00 MJ.d−1, respectivamente. A geração de fezes caninas foi de 240 g.animal-1.d-1. A digestão anaeróbia se mostrou vantajosa para o tratamento de fezes caninas em termos de recuperação de recursos e gerenciamento deste resíduo. Palavras-chave: Mesofílica. Termofílica. Fertirrigação.