Adiposidade em idosos no município de Viçosa, MG: fatores individuais, ambientais e distribuição espacial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Fogal, Aline Siqueira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Valor nutricional de alimentos e de dietas; Nutrição nas enfermidades agudas e crônicas não transmis
Mestrado em Ciência da Nutrição
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/2791
Resumo: O ambiente pode preterir ou incentivar hábitos de vida saudáveis. Características como estado socioeconômico da vizinhança, indisponibilidade de alimentos saudáveis e locais para a prática de atividade física, influenciam a epidemia de obesidade em diversos países. O objetivo da presente investigação foi identificar os fatores individuais e ambientais associados à adiposidade em idosos no município de Viçosa, MG. Foram utilizados os dados referentes à pesquisa Condições de saúde, nutrição e uso de medicamentos por idosos do município de Viçosa (MG): um inquérito de base populacional , realizada em 2009. Trata-se de um estudo seccional, com amostra aleatória simples de 621 idosos com 60 anos ou mais residentes no município de Viçosa (MG). A coleta foi realizada por meio de entrevistas domiciliares aplicando-se questionário semiestruturado, com variáveis relativas a condições sociodemográficas e de saúde. No momento da entrevista, os domicílios foram georreferenciados por meio de GPS (Global Positioning System). Foram utilizadas informações georreferenciadas de estabelecimentos especializados na venda de alimentos (mercados e hortifrutis), locais para a prática de atividade física, infraestrutura urbana, walkability, e nível socioeconômico. O nível de agregação utilizado para analisar os dados foi o setor censitário. Estimou-se a adiposidade dos idosos por meio de diferentes índices antropométricos e foi avaliada a sua associação com fatores sociodemográficos e condições de saúde selecionadas. A análise dos dados individuais incluiu distribuição de frequências simples, testes t de student e a análise de variância complementada com teste de Bonferroni, além da análise multivariada por meio de regressão linear. Para análise dos dados pontuais foram construídos mapas de Kernel considerando um raio de influência de 300m, e função Kernel quadrática. Posteriormente, empregou-se a estatística espacial de varredura, utilizando o modelo probabilístico de Poisson. Para análise espacial de áreas procedeu-se à análise de autocorrelação espacial global das variáveis utilizando-se o índice de Moran Global seguida do indicador de associação espacial Moran Local (LISA). Dos participantes 53,3% (n=331) eram do sexo feminino, a mediana da idade foi de 69 anos (60 a 98 anos). Nas mulheres, se associaram ao IMC e ao IAC as variáveis idade, hipertensão e doenças osteomusculares. Já nos xhomens se associaram ao IMC o hábito tabágico e dislipidemia. Com exceção da idade, as variáveis que se associaram ao IMC, também foram associadas ao IAC. Verificou-se que o IMC apresentou melhor desempenho associando-se com mais variáveis relacionadas à adiposidade do que IAC. Com a análise espacial pôde-se notar a heterogeneidade espacial na distribuição da adiposidade, sendo as regiões centrais da cidade as mais atingidas. A região central também apresentou aglomerados com menor proporção de baixa renda, maior infraestrutura, e maior número de estabelecimentos que comercializam alimentos saudáveis. Verificou-se também que locais que apresentaram maior walkability tiveram menores prevalências de IMC aumentado. Indivíduos com excesso de peso estão mais expostos a fatores de risco cardiovasculares, consequentemente, a maior risco de morbidade e mortalidade quando não tratadas essas alterações. Demonstra-se a necessidade de prevenção e controle da adiposidade em programas voltados para a saúde do idoso e elevação de sua qualidade de vida, usando como estratégia as características ambientais da vizinhança em que as pessoas vivem.