Proteína bruta em dietas para suínos machos castrados e fêmeas da raça Piau, nas fases inicial, de crescimento e de terminação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Sousa Junior, Antonio Alcyone Oliveira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Genética e Melhoramento de Animais Domésticos; Nutrição e Alimentação Animal; Pastagens e Forragicul
Doutorado em Zootecnia
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/1830
Resumo: Com o objetivo de estudar níveis de proteína bruta para suínos machos castrados e fêmeas da raça Piau, de forma independente, nas fases inicial, de crescimento e de terminação, foram realizados para cada fase dois experimentos: um com machos castrados e outro com fêmeas, meios-irmãos. Em cada um dos experimentos foram utilizados 24 suínos. Os pesos médios iniciais e as idades foram respectivamente de 15,0±2,6 kg e 75±7,8 dias, de 35,0±4,4 kg e 127±13,2 dias e de 65,0±7,1 kg e 172±17,8 dias, para as fases inicial, de crescimento e de terminação. Os animais foram distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado com quatro níveis de proteína bruta, representando os tratamentos, seis repetições e um animal por unidade experimental. Os quatro níveis de proteína bruta usados na fase inicial foram: 10,2%, 12,6%, 15,0% e 17,40%; na fase de crescimento: 9,6%, 12,0%, 14,4% e 16,8%; e na fase de terminação: 9,0%, 10,6%, 12,2% e 13,8%. Ao final da fase de terminação, os animais foram abatidos com 95±2 kg e avaliados o fígado, a gordura visceral, o peso da carcaça quente, das vísceras, o peso da carcaça fria, dos músculos+ossos, da gordura subcutânea (toucinho), dos principais cortes da carcaça, a gordura perirrenal e rins. Também foram estimados os rendimentos de carcaça quente, das vísceras e da carcaça e medidos a área de olho de lombo, o comprimento da carcaça, o comprimento do pernil e a espessura de toucinho. Na fase inicial, no lote de machos castrados, o nível de proteína bruta influenciou apenas a conversão alimentar, que reduziu de forma quadrática até o ponto mínimo de 13,3% de proteína bruta. Para as fêmeas, não se observou efeito do nível de proteína bruta sobre as variáveis estudadas. Na fase de crescimento, nos machos castrados, não se verificou influência do nível de proteína bruta da ração sobre as variáveis. Nas fêmeas, o consumo diário de ração diminuiu de forma quadrática até o nível de 12,9% de proteína bruta na ração. Essa diminuição do consumo reduziu a ingestão de energia e aminoácidos, e isso teve efeito direto sobre o ganho de peso diário dos animais, que reduziu de forma quadrática até o nível de 13,3%, indicando o menor nível de proteína para essa categoria. Na fase de terminação, os níveis de proteína bruta da ração não influenciaram as variáveis de desempenho, para os machos castrados. Quanto às fêmeas, na fase de terminação, foram observadas diferenças estatísticas nas variáveis ganho de peso diário, que aumentou de forma quadrática até o nível de 10,4% de proteína bruta, e espessura de toucinho, que também aumentou de forma quadrática até o nível de 11,4% de proteína bruta na ração; no entanto, o ganho em espessura de toucinho, o consumo de ração diário e a conversão alimentar não alteraram com a variação dos níveis de proteína bruta. Para as variáveis de abate, observou-se nos machos castrados que a gordura visceral sofreu efeito linear, reduzindo até o nível de 12,1% de proteína bruta da ração. As demais características não foram afetadas com a variação dos níveis de proteína bruta da ração. Não se verificou, nas fêmeas, que a variação do nível de proteína bruta da ração influenciou as respostas dos parâmetros estudados. Em se tratando das características de carcaça, nos machos castrados, a variação dos níveis de proteína bruta da ração não proporcionou variação das respostas dos parâmetros estudados. Nas fêmeas, foram detectadas diferenças estatísticas apenas nos cortes copa e pernil. A copa variou de forma quadrática, aumentando até o nível de 11,4% de proteína bruta, enquanto no pernil foi constatada variação linear, reduzindo o peso com o aumento do nível de proteína bruta da ração. As demais variáveis, estudadas na carcaça, não foram influenciadas pela variação dos níveis de proteína bruta na ração. Os níveis de proteína bruta em dietas para suínos machos castrados da raça Piau, na fase inicial, são de 13,3% e, para fêmeas, 10,2%; na fase de crescimento, o nível de proteína bruta em dietas é de 9,6% para machos castrados e fêmeas; e, na fase de terminação, o nível de proteína bruta em dietas é de 9,0% para machos castrados e fêmeas.