Modelagem da sustentabilidade social, econômica e ambiental da propriedade rural na Zona da Mata mineira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Fáis, Creunice de Lourdes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Manejo Florestal; Meio Ambiente e Conservação da Natureza; Silvicultura; Tecnologia e Utilização de
Doutorado em Ciência Florestal
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/537
Resumo: Diante da profusão de Áreas de Preservação Permanente na Zona da Mata mineira e da intensa conversão de uso dessas áreas para as atividades rurais, analisou-se a influência do passivo natural na rentabilidade operacional de 37 propriedades rurais, comparando-se o valor presente líquido (VPL) em duas situações distintas: com e sem a inclusão dos gastos para a recomposição das APPs e das RLs de R$ 1.654,10 por hectare. Com a inclusão destes gastos o VPL apresentou redução de 119,24%, passando de positivo (R$ 341,12) para negativo (R$ 65,61), e o porcentual de propriedades com VPL negativo passou de 18,9 para 48,7%, indicando um reflexo econômico e social negativo caso os proprietários rurais sejam coagidos a recompor, com ônus próprio, as áreas com uso convertido. Avaliou-se, ainda, a sustentabilidade dessas propriedades com o emprego de um modelo proposto no presente estudo, composto de indicadores construídos com embasamento nos critérios estabelecidos no art. 186 da Constituição Federal para o atendimento da função social da propriedade (FSP). Para análise dos índices, escalonou-se a sustentabilidade em quatro posições: plena sustentabilidade (PS), média sustentabilidade (MS), baixa sustentabilidade (BS) e insustentável (I), atribuindo uma faixa de valor para cada uma dessas escalas. Os índices revelaram a existência de média sustentabilidade social, alta sustentabilidade econômica e baixa sustentabilidade ambiental para as propriedades avaliadas em conjunto. O índice de sustentabilidade geral, que agrega as três dimensões avaliadas, posicionou a região como de alta sustentabilidade. O modelo de avaliação da sustentabilidade proposto pode ser aplicado pelo próprio proprietário e utilizado como instrumento na gestão da propriedade rural, contribuindo para a conscientização das reais condições da propriedade para a legislação pertinente e para a instituição de políticas públicas voltadas ao equilíbrio rural nas dimensões não somente ambiental, mas também econômica e social.