Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Andreoli, Cristiana Santos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/22662
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Resumo: |
A constipação intestinal é um problema de saúde comum na infância que afeta a qualidade de vida das crianças e família. A prevalência mundial de constipação vem aumentando, sendo amplamente (0,7- 29,6%) variável de acordo com o País. As mudanças no padrão da alimentação tradicional, em conjunto com aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e o baixo consumo de alimentos ricos em fibras principalmente frutas, legumes e verduras, tem contribuído para o aumento do excesso de peso infantil e desenvolvimento dos distúrbios funcionais do trato gastrointestinal. O objetivo desse estudo foi verificar a associação entre hábitos alimentares, adiposidade coporal, estilo de vida e constipação intestinal em crianças de 4 a 7 anos de vida. Trata-se de um estudo transversal com 152 crianças pertencentes a uma coorte retrospectiva de nascimento no município de Viçosa, Minas Gerais, MG. As crianças foram acompanhadas pelo Programa de Apoio à Lactação (PROLAC) no primeiro ano de vida e reavaliadas na idade de 4 a 7 anos. O PROLAC é um programa de Extensão da Universidade Federal de Viçosa (UFV) em parceria com o Banco de Leite Humano do município e hospital maternidade, sendo esse o único hospital e maternidade da região. Na coleta de dados foram aplicados questionários semiestruturados para obtenção de informações sobre as condições socioeconômicas, estilo de vida, consumo alimentar e constipação intestinal. O consumo alimentar foi avaliado pelo registro alimentar de três dias e lista de frequência de alimentos, a partir desses instrumentos de consumo avaliou-se ainda o consumo de marcadores de alimentação saudável (frutas, verduras, legumes, leguminosas e leite) e não saudável (bebidas açucaradas, guloseimas, frituras, embutidos e achocolatado), ingestão de frutas, e ingestão de água. Para avaliação do estado nutricional das crianças, foram aferidas medidas antropométricas (peso, estatura e perímetro da cintura), procedendo- se ao cálculo do Índice de Massa Corporal para idade (IMC/I) para verificação de excesso de peso; e foi analisada também a relação cintura-estatura (RCE). A composição corporal foi analisada pelo Dual Energy X-ray absorptiometry (DEXA). Foi avaliado o excesso de peso materno de acordo com o IMC para adultos. A constipação intestinal infantil foi caracterizada segundo os critérios de Roma IV e a identificação das fezes pela aplicação da Escala de Bristol. Pelos mesmos métodos investigou-se a presença de constipação materna. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa estatístico Stata, versão 13.0. Aplicou-se a análise de regressão de Poisson para investigar a associação entre as variáveis do estudo. A partir dos resultados apresentados observou-se que 32,2% (n = 49) das crianças apresentavam constipação intestinal e dessas, 34,7% (n = 17) apresentavam excesso de peso. Destaca-se que do total das crianças avaliadas 26,3% (n=40) apresentavam excesso de peso. Em relação ao estilo de vida, 73% das crianças com constipação não praticavam atividade física regular e aproximadamente 60% passavam mais de 2 horas por dia em atividades sedentárias, como assistindo televisão ou brincando com jogos eletrônicos. Houve associação estatisticamente significante entre constipação e o tempo diário na escola igual ou superior a 4,5 horas (p = 0,007). Em relação a alimentação, não consumir frutas (p = 0,003), verduras (p = 0,007) e o consumo regular de frituras (p = 0,003) associaram-se positivamente a constipação. Os resultados desse estudo indicam a importância de se avaliar a constipação intestinal infantil precocemente e investigar os hábitos não saudáveis alimentares e de vida das crianças, considerando que esses fatores influenciam o desenvolvimento da constipação. A participação dos familiares é fundamental para o tratamento e prevenção da constipação e as alterações dos hábitos de vida são necessários para melhoria da qualidade de vida da criança. |