Existe relação entre discinese escapular, dor e função do ombro em atletas arremessadores e não arremessadores?: uma revisão sistemática com recomendações da GRADE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Orlandi, Mayra Fernandes de Souza
Orientador(a): Mendonça, Luciana De Michelis
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UFVJM
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://acervo.ufvjm.edu.br/items/6b4ad9af-27a7-4ea7-835e-5be77bb94f32
Resumo: O movimento escapular é fundamental para facilitar a transferência de energia produzida pelos membros inferiores para os membros superiores e na presença de alguma alteração escapular, é frequentemente associado ao aparecimento das queixas do ombro. É comum encontrar estudos que associam a discinese escapular com a dor e função no ombro em atletas arremessadores devido à alta prevalência nessa população, entretanto, esses fatores também apresentam alta prevalência em atletas não arremessadores. Apesar disso, até o momento foram realizadas somente revisões sistemáticas com atletas arremessadores e nenhuma outra revisão com atletas não arremessadores. Sendo assim, não é possível definir a associação da discinese escapular com a dor e função no ombro exclusivamente em atletas arremessadores. O objetivo desta revisão sistemática foi determinar a associação da discinese escapular com a dor e função do ombro e identificar a associação da discinese escapular com outros fatores intrínsecos em atletas arremessadores e não arremessadores. Foram realizadas pesquisas em 5 bancos de dados com critérios de elegibilidade para estudos observacionais sobre discinese escapular, dor e função no ombro em atletas arremessadores e não arremessadores. Oito estudos foram incluídos. Um total de 1.673 atletas arremessadores e não arremessadores foram incluídos nesta revisão sistemática. Foram encontradas associações em atletas arremessadores: dor no ombro com discinese escapular óbvia e do tipo III; redução da força com discinese escapular tipo III. Foram encontradas associações em atletas não arremessadores: redução da rotação interna do ombro com discinese escapular e dor no ombro. Não foram encontradas associações em atletas arremessadores: discinese escapular do tipo I e II com dor no ombro; discinese escapular com função do ombro em atletas com e sem dor no ombro; discinese escapular com idade em atletas com e sem dor no ombro. Os estudos incluídos apresentaram baixo risco de viés de acordo com a escala NOS e a qualidade da evidência de acordo com a abordagem GRADE foi muito baixa para as associações investigadas. Com base nesses resultados, não podemos afirmar que a presença de discinese escapular esteja associada à dor e função do ombro, sexo, amplitude de movimento, idade e força em atletas arremessadores e/ou não arremessadores.