Propostas de áreas de endemicidade para organismos fluviolacustres da América do Sul

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Romeiro, Sinara Silva
Orientador(a): Marques, Rodrigo César
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UFVJM
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://acervo.ufvjm.edu.br/items/6b57bf63-aaf1-4a7f-a0c2-394ab449e58b
Resumo: A região da América do Sul é reconhecida por apresentar uma enorme biodiversidade, incluindo a fauna das bacias hidrográficas, pois essa região abriga em suas águas a mais diversificada fauna de peixes de água doce do planeta. Nesse sentido, o estudo da biogeografia dessa região é fundamental, pois esta ciência estuda a distribuição dos organismos do passado e do presente. E esta distribuição muitas vezes não está disposta aleatoriamente, mas sim formando padrões de disjunção ou de sobreposição conhecido como simpatria, que faz parte de uma grande área do conhecimento da biodiversidade denominado Biogeografia, ciência multidisciplinar em suas relações com a geologia, filogenia, ecologia, entre outros. O continente é caracterizado pela sua geomorfologia e eventos climatológicos, associados a uma história com período longo de isolamento que serviu como cenário de diversas hipóteses biogeográficas em diversos grupos de animais e plantas, bem como em tradicionais divisões biogeográficas. No entanto, essas divisões focaram principalmente em ambientes terrestres, enquanto que em ambientes fluviolacustres o foco esteve direcionado para hipóteses derivadas de grupos de peixes. Dessa forma, duas perguntas estão centradas aqui: a) os diferentes tipos de organismos fluviolacustres são bons indicadores de áreas de endemicidade?; b) existem áreas de endemicidade válidas para as bacias restritas as bacias fluviais? O presente estudo visou formular hipóteses primárias de endemicidade com diversos organismos dulciaquícolas da América do Sul, tendo como base as principais bacias e sub-bacias hidrográficas ao longo do continente e utilizando métodos de simpatria estrita (PAE e sua variação PAE-PCE) e não estrita (análise de agrupamentos) que não exigem dados georeferenciados. Dessa forma, o levantamento bibliográfico dos dados resultou em 7.163 espécies fluviolacustres, 248 áreas primárias e 50 ecorregiões já propostas na literatura. Assim, foi possível visualizar a hierarquizações dessas áreas, além de alguns processos biogeográficos que estão envolvidos no endemismo das áreas de endemicidade e em ecorregiões do continente sul-americano.