O cuidado aplicado a quem cuida: Condição de saúde e formação dos acompanhantes cuidadores dos pacientes de internação domiciliar na Atenção Primária à Saúde de Gurupi-TO.
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Palmas |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - PPGCS
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/7249 |
Resumo: | A internação domiciliar é uma forma de atenção à saúde, substitutiva ou complementar às existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a condição de saúde e formação dos acompanhantes cuidadores dos pacientes de internação domiciliar da Atenção Primária em Saúde (APS) no município de Gurupi-Tocantins. É um estudo do tipo quantitativo, transversal e descritivo, com coleta de dados entre março a julho de 2023, abrangeu 36 acompanhantes que não conseguem se deslocar à Unidade de Saúde da Família (USF) para atendimento. Utilizou-se um questionário, para avaliar o perfil sociodemográfico, a sobrecarga e a formação dos cuidadores. Após coletados os dados, foi elaborada uma planilha eletrônica para armazenamento dos dados no software Microsoft Excel e para representação descritiva tabelas e gráficos, utilizando o Software Microsoft Word. Dentre os resultados, viu-se que a maioria são mulheres (58,3%), de cor negra (86%), com baixo grau de escolaridade (91,6%), renda mensal de até 2 salários mínimos (88,3%), possuem algum grau de parentesco com o paciente (86%), sendo o que mais prevalece são os filhos (47,2%), dedicam-se até 24 horas diárias ao paciente (58,2%), tem dedicação nesta função há mais de 5 anos (33,3%) e, não tem qualquer capacitação ou treinamento para desempenhar tal atividade (100%). A dedicação desse acompanhante cuidador, em sua maioria é em tempo integral (58,2%), o que dificulta o autocuidado e o tempo para fazer outras coisas pessoais, tornando-se uma função exaustiva e estressante e produzindo um perfil de adoecimento. Com isso, demonstra-se ser necessário aprimorar um programa para auxiliar o cuidador em suas atividades. Os resultados possibilitaram o avanço no entendimento da função do cuidador para a saúde coletiva e quanto as práticas de saúde relacionadas aos acompanhantes de pacientes de internação domiciliar em Gurupi – TO. |