Análise Fitoquímica, Potencial Anti-Helmíntico e Ensaio Toxicológico em Artemia Salina de Plantas Presentes no Ecótono Amazônia e Cerrado: Leucaena leucocephala, Parkia platycephala e Senna alata.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Figueiredo, Benta Natânia Silva
Orientador(a): Maruo, Viviane Mayumi
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Tocantins
Araguaína
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal Tropical - PPGCat
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11612/5973
Resumo: As afecções causadas por parasitas gastrintestinais são responsáveis por grandes prejuízos econômicos na criação de pequenos ruminantes. O controle das helmintoses é realizado principalmente por fármacos, entretanto, tais produtos vêm sendo administrados de forma indiscriminada promovendo a seleção de linhagens resistentes. Nesse sentido, a fitoterapia vem se destacando, entretanto, pouco se conhece sobre o real potencial tóxico e terapêutico das plantas, dessa forma faz-se necessário estudos que verifiquem esses efeitos. Neste contexto, o objetivo do estudo foi avaliar o perfil fitoquimíco das folhas de Leucaena leucochephala e Parkia platychephala, e folhas e flores de Senna alata, assim como, verificar a toxicidade em Artemia salina e efeitos nematicidas. O material vegetal foi seco, macerado e concentrado em evaporador rotativo à temperatura de 45°C para obtenção do extrato bruto, a partir do qual, foi submetido ao particionamento por polaridade de solventes e, assim, obtidos as frações hexânicas, acetáticas, butanólicas e aquosas para análise fitoquímica e determinação das CLs50 através de ensaios de toxicidade em A. salina, in vitro. Para avaliação da atividade ovicida e larvicida foram utilizados os extratos brutos. No teste de inibição de eclosão, a suspensão de ovos foi distribuída em microtubos com o EB diluídos em solução de Tween 80 a 3% nas concentrações de 0,05; 0,1; 0,5; 1,0 e 1,5 mg/mL, em triplicata. Após aplicação dos extratos, as placas foram incubadas a 26 ±1 ºC por 48 horas, e após esse período realizado as leituras. Para avaliar a ação lavicida, os EBs foram diluídos em solução de Tween 80 a 1% e testados sobre larvas desembainhadas, nas concentrações de 1,0; 2,5; 5,0 e 7,5 mg/mL, em triplicata. As leituras foram realizadas a cada 24 horas por 4 dias, começando a partir do D0. O estudo das folhas de L. leucocephala revelou a presença de fenóis, taninos condensados, flavonoides e saponinas. Os testes das folhas de P. platycephala revelaram presença de taninos hidrolisados e saponinas. Os testes fitoquímicos com as folhas de S. alata foi positivo para fenóis chalconas e auronas, flavonas, flavonóis e xantonas, e saponinas. Já as flores foram positivas para fenóis, chalconas e auronas, flavonas, flavonóis e xantonas, e flavononois. Os extratos que apresentaram as CLs mais tóxicas foram os das folhas de L. leucocephala e S. alata, enquanto que os extratos das folhas de P. platycephala e flores de S. alata demonstraram baixa toxicidade sobre A. salina. A mortalidade observada pode ser atribuída à atividade dos metabólitos secundários identificados nos testes fitoquímicos. Os extratos brutos das folhas de L. leucocephala e P. platycephala, e folhas e flores de S. alata promoveram efeito significante sobre a inibição de desenvolvimento de ovos, in vitro. O estudo demonstrou ainda que as folhas de P. platycephala e S. alata possuem ação anti helmíntica sobre larvas infectantes de tricostrongilídeos.