Hermenêutica da vida e o ensino de gramática: uma experiência no 7º ano de uma escola municipal imperatrizense
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Tocantins
Araguaína |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Letras - ProfLetras
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
BR
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11612/2959 |
Resumo: | Esta dissertação, realizada no contexto de capacitação de professores de Língua Portuguesa, desenvolvida a partir de uma pesquisa qualitativa do tipo pesquisa-ação e aplicada no 7º ano do ensino fundamental, aponta que a gramática não é uma determinação teórica decidida para um conjunto de regras normativas. Indica, a partir de um caminho ontológico-hermenêutico proposto por Martin Heidegger, que os seres humanos são, antes de qualquer teoria construídas existentes. Estão mergulhados em um mundo e neste se relacionam com outros iguais a si e com coisas construindo significados para a própria vida e com isso também um substrato a partir do qual tudo com que entra em contato pode ser interpretado. Discute as limitações da ciência para a compreensão de determinados fenômenos que estão como possibilidades da própria ciência. Entende que a formação humana mais própria é marcada pela existência e pelo relacionar-se primordial e contínuo com o mundo é organizado na forma de uma compreensão de tudo com que se relaciona. O ser humano tem a compreensão não como uma tarefa que tome para si. Para o texto qualquer tentativa de compreender já pressupõe um nível de compreensão sendo, portanto, a compreensão algo propriamente definidor do ser humano. Entende que o texto, mundo e compreensão dão suporte oculto para qualquer possibilidade de aprendizagem. Para o tratado existe um potencial oculto dessas possibilidades e de outras dentre elas a estrutura “como” a partir da qual o ser humano diante de algo novo procura entendê-lo a partir do que já conhece. Mostra que na educação a consideração dessas possibilidades do próprio ser humano são capazes de facilitar o trabalho de aprendizagem. Por fim, apresenta resultado de atividades desenvolvidas com grupo de alunos mostrando de que modo essas estruturas discutidas na parte inicial do trabalho se apresentam no cotidiano de cada discente determinando-lhes o rumo da compreensão daquilo que precisam na sua formação escolar, fazendo então propostas de condução de relacionamentos de professores com alunos que privilegiem as possibilidades discutidas em todo o texto. |